domingo, 7 de abril de 2013

ASSIMETRIA E BOM-MOCISMO NO CASO DANIELA MERCURY




O Brasil já não surpreende. Assusta!
É tanta tentativa de parecer bonzinho e engajado em causas “bacanas” (politicamente corretas) que o exagero já começa a apresentar seu viés fascista. Há um  dito popular que afirma mais-ou-menos isto: “depois que o dragão põe a cabeça para fora da caixa, é muito difícil voltar com ele para a dita caixa”. O dragão aqui é a manipulação agressiva que grupos minoritários (porém bem organizados e financiados) querem impor ao conjunto da sociedade.
Só a título de exemplo, eu apresento o caso mais recente em que a cantora Daniela Mercury se declarou homossexual e apresentou sua “esposa” em rede nacional. Esposa foi o termo usado pela cantora. É uma verbalização meio retrô para quem se quer muito moderninha, né. Mas Daniela Mercury ter uma “esposa” não é o foco deste artigo. O foco aqui é outro, ou outros.
Primeiro, a cantora foi ao Fantástico (Rede Globo, 08/04/12) e com ares de oprimido em  guerra santa  contra o preconceito declarou o quão árdua tem sido sua luta. É uma tremenda mentira, pois se há um grupo que conta com amplo apoio e defesa de ONGS, UNIVERSIDADES e IMPRENSA é o grupo dos ativistas gays. Ativista gay é o cara mais paparicado da mídia. Nenhum jornalista, eu disse, nenhum, faz a mais mínima censura ou crítica às escolhas homossexuais. É o troço mais malicioso inventar um inimigo que não existe e fingir sofrer uma opressão que não sofre. Concordo que o gay, em sua grande maioria, sofra um grande e dramático conflito interior, mas isso nada tem a ver com opressão ou coisa que o valha. Tem a ver com uma consciência acusatória e para isso só a auto-aceitação genuína é remédio. O processo é interno e não externo.
Mas para não ficar só no blá-blá-blá eu apresento as evidências.
Como se sabe, Daniela Mercury estava meio esquecida da mídia. Eu não a via em televisão há tempos. Mas foi só apresentar sua “esposa” midiática que apareceu em tudo quanto é jornal e programa de televisão. Um sucesso total! Ora, afinal, se trata de uma mulher, mãe de dois filhos, que assume para o Brasil inteiro sua, como diria, “conversão” à homossexualidade. Estardalhaço total!
Mas pensem aí com seus botões: a também cantora Ana Carolina, depois de um longo período homossexual, está em um relacionamento com um homem. Vocês viram alguma vez, alguma televisão entrevistá-la para falar de sua “luta para assumir-se HETEROSSEXUAL”?  Nada, nadica de nada. O mesmo ocorreu há mais tempo com a ZIZI POSSI. Como se sabe, essa excelente cantora também teve lá seu período homossexual, tendo chegado a viver com a também cantora Angela Rô-Rô. houve algum estardalhaço por sua conversão à HETEROSSEXUALIDADE? Nada, nem a mais miserável referência.
Moral da história: tornar-se homossexual é muito mais “heróico” e rende muito mais IBOPE que o seu contrário. Há uma aura de admiração em quem se torna (ou declara) homossexual, enquanto retornar aos trilhos da heterossexualidade é coisa de gente babaca,  conservadora.
É claro que isso é assimétrico e imensamente burro. Embute-se aí a idéia de que as pessoas são boas ou más conforme sua orientação sexual. Rematado ridículo, pois se sabe, por óbvio, que há heterossexuais canalhas nas mesmas bases em que há também homossexuais canalhas. A grandeza do caráter não pode ser vinculada a esse tipo de acidente. Quando você, leitor, deparar com situações similares, treine sua inteligência para não cair nesse engodo. 
O perigo que se corre, que foi declarado no início desse artigo, é o de que a consciência individual passe a mimetizar as determinações dos grupos que têm vez e voz na mídia. É o retorno dos métodos nazi-fascistas-comunistas de controlar a consciência humana! TODO CUIDADO AQUI É POUCO. Orai e vigiai!

sábado, 6 de abril de 2013

DANILO GENTILI RESPONDE À ACUSAÇÃO DE RACISMO



Há em curso uma ditadura do "politicamente correto". É um tal de não poder chamar (mesmo sendo) o cara de gordo ("imagem visual alternativa"), de preto ("afrodescendente"), de puta ("profissionaldo sexo"), de anão ("imagem visual verticalmente prejudicada"), de maconheiro (dependente químico), de cachaceiro ("alcoolista") etc etc. É tanta restrição da linguagem para que todos pareçam bonzinhos e iguaizinhos que tinha que dar na burrice que vai abaixo. Felizmente,  ainda há pessoas inteligentes e corajosas. Veja o caso em que se meteu (foi metido) o DANILO GENTILI: (gentileza do blog thelittlehappiness).


O humorista Danilo Gentili postou a seguinte piada no seu twitter: “King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?”
A ONG Afrobras se posicionou contra: “Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal”, diz José Vicente, presidente da ONG. “Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade” , avalia Vicente.

Alguns minutos após escrever seu primeiro “twitter” sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog: “Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?” (GENIAL) “Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito. “
Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESTA:
“Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?

Quem propagou a ideia que “negro” é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: “Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra”.

Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, mas sim de burro.
Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.
Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:
- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.
Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.

Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?
Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo “preto” pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: “Branco, Amarelo, Vermelho, Negro”?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: “E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!”. Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer “Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!” Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra “preto” ou “macaco”, que são palavras tão horríveis.
Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus “defendidos”.

Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, sou ítalo-descendente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil Vieram pra cá e, assim como os pretos, trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.
Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.

Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.
Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.

Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo “negro” ou “afro-descendente” , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça – a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita “100% humano”, pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

SOBRE SER MADURO OU APENAS UMA CRIANÇA BIRRENTA (A GRATIDÃO AOS PAIS)




A maturidade nos tempos recentes tem sido motivo de piada. Seja porque quase ninguém a alcança, de fato,  e aí só resta ridicularizar àqueles que se apresentam mais maduros, por inveja mesmo; seja porque imaturos inseguros buscam mimetizar uma maturidade que não têm e isso, é claro, por evidente falsidade, se torna risível e merecedor de toda a sorte de piadas e esculhambações.
Mas o quê é mesmo e como se identifica a maturidade?
De acordo com o que pude observar por experiência própria e introvisão e também em razão das  observações e relatos de amigos, alunos e pacientes, a maturidade está intimamente ligada ao sentimento profundo de gratidão.
Parece mesmo que à medida que a pessoa vai amadurecendo, no mesmo passo, vai se tornando mais agradecida. Dos pequenos favores às grandes ajudas, passando por apoios e até reprimendas e desaprovações a pessoa vai extraindo um sentido benéfico dos relacionamentos humanos. Não sei  se ocorre aí uma relação de causa e efeito ou simples correlação, mas há, sem dúvida, alguma conexão entre as experiências de maturidade e gratidão. Vamos ver como isso ocorre, mais detalhadamente.
Entende-se que uma pessoa madura tem uma visão mais realista da vida. Sabe ponderar as nuances dos vários objetos, situações, pessoas e grupos. Isto é, não se apega a uma única característica ou aspecto para avaliar o todo. Dessa forma, consegue ver um pouco de beleza em um conjunto feio ou um pouco de feiúra em um conjunto bonito. Ora, como se poderia conseguir fazer isso com um coração ingrato, ansioso por ver somente o mais degradante no outro? É nesse sentido que a gratidão se torna uma função psicológica fundamental para recolocar a pessoa na realidade, portanto, uma função necessária à maturidade.
Vendo pelo lado invertido, não é fato conhecido que as crianças e pessoas imaturas sejam mais egoístas e ingratas? Observe um garoto de dez anos. Por mais que queira, sua gratidão é ainda incipiente, quase um “modo social” aprendido com seus pais. Com o passar do tempo, contudo, o garoto vai aprendendo o sentido mais profundo daquele seu gesto superficial de gratidão e aí entra na rota da maturidade. Aprende que ser grato é reconhecer que ninguém é autossuficiente. Todos nós recebemos de outros aquilo que nos construiu e nos constrói. Veja, por exemplo, a gratidão aos pais, que deve ser o protótipo de todas as demais. Os pais são aquelas figuras nomeadas pelo Criador para nos apresentar a essa vida e esse mundo. Só por isso já são merecedores de nossa gratidão. Mas os pais, no mais das vezes, se entregam a essa tarefa, de corpo e alma, e dedicam ao filho o que têm de melhor, convergem para o filho suas melhores aspirações e esforços e sofrem com o filho suas dores existenciais. É claro, vão dizer alguns, que há pais negligentes. Verdade! Contudo, ainda assim, eles fizeram pelo filho algo que o filho não poderia ter feito, ele próprio: o pai o gerou!
Meu mestre Olavo de Carvalho diz que um filho nunca deve falar mal ou fazer oposição aos pais. Ele acha que isso dá um certo “azar”, que arruína o futuro do filho. De minha parte, acho que não se deve falar mal ou fazer oposição aos pais pelo simples fato de que sendo eles os primeiros modelos para nossa gratidão, uma vez rejeitados, nosso coração se fecha, definitivamente, para o sentido da gratidão. E aí, sim, o destino não sorri para essa pessoa. Sempre devemos buscar algo para sermos gratos aos nossos pais e não é tão difícil assim. Eu, por exemplo, tenho uma mãe que era uma caninana em suas determinações, mas minha mãe é daquela qualidade de mãe que, quando foi preciso, literalmente, tirou da boca para alimentar os filhos. Nada que eu faça será suficiente para demonstrar o quanto lhe sou grato. É dívida impagável! Hoje vendo ela ali, velhinha, já totalmente dependente, me vem à mente quão guerreira ela foi e quão bela foi sua luta de mãe (como sou grato à minha pequenina mãe!). Meu pai falhou muito, pois gastava seus parcos recursos com bebidas e vaidades . Nunca, porém, vi meu pai pelo ângulo crítico e cobrador; pelo contrário eu sempre o vi como um pai bondoso, sempre disposto a ouvir, pacientemente, minhas tolices juvenis e a me dar o melhor conselho possível. Ainda me recordo de seu olhar tristonho a denunciar sua auto-decepção por não ter conseguido dar à família uma condição de vida melhor. Tenho por meu pai um misto de admiração e pena, vez que era um sábio que falhou! Mas meu pai me legou algo que eu não teria de onde tirar: a paixão pelo conhecimento! E, se fosse apenas isso, eu já lhe devotaria toda a minha imensa gratidão. Como lhe sou grato meu querido pai!
Quando vejo um jovem (às vezes nem assim tão jovem) maltratando e maldizendo seus pais em praça pública, zombando de suas convicções, de sua religião e de seu jeito de ser, do mundo e da vida, eu fico num misto de raiva e pena dessas pobres almas. Aí me vem aquela máxima, que adaptada diz assim: “o jovem não lava suas cuecas, não paga suas contas, não arruma seu quarto, mas quer dar lições a seus pais e reformar o mundo”. E tudo isso feito com aquele ar de superioridade ignorante, disfarce óbvio dos jovens inseguros.
Novamente recorro a meu mestre Olavo de Carvalho. Diz ele que nem sempre é possível uma proximidade extrema com os pais. As pessoas são diferentes e o filho tem o direito de tomar suas decisões e escolher seus caminhos e muitas vezes isso se torna um confronto diário com os pais. Nesses casos, uma distância prudente e respeitosa deve ser tomada. Nunca para detonar os pais, mas para preservar as estradas. Não se pode olvidar que o quinto  mandamento de Deus  diz: “honrar pai e mãe”. Não diz obedecer, não diz paparicar. Diz “honrar!” (pense aí você com seus botões: para honrar seus pais você não precisa obedecê-los, muito menos adulá-los - honrar implica uma atitude de outra ordem). Ora, como um ingrato detrator  de seus próprios pais poderia os estar honrando? Há na psicologia junguiana uma compreensão dessa natureza. Diz o grande psicólogo suíço, ao contrário de seu mestre Freud, que os pais terrenos são importantes na vida do homem porque são a primeira manifestação concreta do Arquétipo do Pai Celestial.  Ou seja, é através dos pais terrenos que, psicologicamente, vamos abrindo espaço para o verdadeiro encontro com Deus. Eis aqui mais uma razão, de cunho psicológico, para o cultivo da gratidão aos pais.
Fiz referência à gratidão aos pais, porque matriz. Mas a gratidão alcança todos os círculos de amigos, conhecidos, parentes etc etc.
Uma vez aberto o caminho para a compreensão profunda da gratidão, as pessoas nos parecem melhores, a vida nos parece melhor, o mundo nos parece melhor. Já não vemos somente seu lado negativo, mas contemplamos toda a beleza de estarmos aqui a observar a maravilha da existência e aí vem do fundo do coração, em um suspiro: “obrigado, meu Senhor!”


segunda-feira, 20 de junho de 2011

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Caros e caras,
Apresentei o tema abaixo na Semana Científica da Faculdade Padrão. Pela receptividade que obtive e pela gravidade do assunto, uma coisa ficou clara para mim: há uma minoria de ativistas que controlam a mídia e impõe o silêncio e desestimulam as ações para corrigir essa flagrante distorção do nosso sistema penal. É hora de quem tem voz gritar: o Brasil precisa reduzir, urgentemente a maioridade penal. Basta de manipulações! Vamos aos fatos.
TÍTULO: O IMPERATIVO DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL PARA O DESENVOLVIMENTO DO ADOLESCENTE NO BRASIL
INTRODUÇÃO AO TEMA:
Muito se tem dito sobre a polêmica redução da maioridade penal no Brasil. Apesar da infinidade de prosélitos contrários à medida, não encontrei nenhum argumento realmente justificador da manutenção da idade penal nos limites atuais. Na verdade, a imensa maioria dos signatários desse pensamento se limita à repetição “ad nauseam” de palavras de ordem publicitárias ou apelos dirigidos à emoção e sentimentos das pessoas.
Ao final apresento os argumentos dos redutivistas. Alguns inconsistentes, outros, definitivos e incontestáveis. Adendo, ao final, os argumentos de ordem psicológica que justificam a necessidade imperiosa de reduzir a maioriadade sob pena de criarmos uma geração de sociopatas.
A IDADE PENAL NO BRASIL E NO MUNDO

México *6-12
Bangladesh 7
Índia 7
Minamar 7
Nigéria 7
Paquistão 7
África do Sul 7
Sudão 7
Tanzânia 7
Tailândia 7
Estados Unidos **7
Indonésia 8
Quênia 8
Escócia 8
Etiópia 9
Ira ***9
Filipinas 9
Nepal 10
Inglaterra 10
País de Gales 10
Ucrânia 10
Turquia 11
Coréia 12
Marrocos 12
Uganda 12
Algeria 13
França 13
Polônia 13
Uzbequistão 13
China 14
Alemanha 14
Itália 14
Japão 14
Rússia 14
Vietnã 14
Egito 15
Argentina 16
Brasil ****18
Colômbia ****18
Peru ****18

*A maioria dos estados estabelecem a maioridade penal como 11 ou 12 anos; sendo considerada a idade de 11 anos para crimes federais.
** A maioridade penal é estabelecida por cada estado, no entanto na maioria das federações dos EUA que atendem ao sistema de common law a partir dos 7 anos a criança já é considerada responsável por seus atos.
*** A maioridade penal no Ira é de 9 anos para garotas e 15 para garotos
**** A maioridade penal é de 18 anos, entretanto se o adolescente comete alguma infração a partir dos doze anos ele poderá sofrer punições, como advertência, prestação de serviços e, caso ele cometa homicídios, será encaminhado para estabelecimentos educacionais especiais para jovens.


Fonte: UNICEF-site www.editoramagister.com
POR QUE O BRASIL É UM DOS POUCOS PAÍSES COM IP 18 ANOS¿
SERÁ QUE ISSO NOS AJUDA OU SERIA FONTE DE ATRASO¿
ARGUMENTOS DOS CONTRÁRIOS À REDUÇÃO:
1-INOCUIDADE. Manter o adolescente infrator segregado de seu meio social aumenta sua capacidade para delinqüir e sua periculosidade- não ocorre sua recuperação, mas o agravamento de sua conduta antissocial;
2-INJUSTIÇA SOCIAL. O adolescente já foi punido por uma vida privada ou de confortos materiais ou de uma família amorosa. Por uma dessas razões passou a delinqüir. Penalizá-lo, criminalmente, seria um duplo castigo.
MAPA DA VIOLÊNCIA NO BRASIL
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2011/02/mapa-violencia-20011-evolucao-estados.gif
CONSIDERAÇÕES SOBRE ESSES E OUTROS DADOS:
1-A região onde mais cresceu a violência foi a região nordeste;
2-O estado que mais reduziu a violência foi São Paulo; (-62,4%);
3-O número de homicídios voltou a passar da casa dos 50 mil anuais;
4- São Paulo conta com 22% da população brasileira, mas tem 40% da população carcerária; esse dado indica que São Paulo prende muito mais que a média nacional (1,82% de encarcerados para cada 1,00% da população brasileira, enquanto que o restante do País apresenta uma taxa de 0,77% de encarcerados para cada 1,00% da população);
FONTE: MAPA DA VIOLÊNCIA 2011
FONTE: MAPA DA VIOLÊNCIA 2011
5-No mesmo período, a renda das famílias do nordeste aumentou quase o dobro da taxa percentual das famílias de São Paulo (73% - 21%) ;
6-A conclusão é de que a melhor condição material (crescimento econômico) do nordeste não colaborou para a redução da criminalidade (o crime só fez aumentar no período);
7-Esse dado derruba, em parte, o argumento da INJUSTIÇA SOCIAL: pobreza não é causa de crime (coisa que nossos avós já sabiam); quanto a ter pais ineptos, trata-se de uma infelicidade pessoal que não pode ser compensada por danos causados à sociedade. Aqui é um caso daqueles que popularmente se diz que explica, mas não justifica. Para além da compreensão das causas familiares para o crime, a sociedade tem o legítimo direito de se proteger de uma conduta compensatória antissocial;
8-quanto ao argumento da INOCUIDADE (cadeia não conserta ninguém) igualmente poderia ser estendido aos delinqüentes adultos, mas isso não é, felizmente, de fato seguido. A sociedade sabe, intuitivamente, que a cadeia não é mesmo para ressocializar e reeducar (isso é coisa de político demagogo). O encarceramento tem uma finalidade inibitória e é isso que a sociedade deseja: inibir o crime.
9-outro aspecto não observado pelo argumento da INOCUIDADE é o efeito pedagógico não sobre os encarceirados, mas sobre os adolescente ainda no início – limítrofe - da delinqüência. A certeza da punição é um poderoso inibidor dos impulsos agressivos (o contrário também é válido).
10 –Em conclusão, do ponto-de-vista puramente de segurança pública, o encarceiramento é eficaz para o controle do crime, mesmo que o criminoso seja adolescente. Vai-se agora abordar os aspectos relativos ao desenvolvimento psicológico.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E CRIME
1-AUTO-ESTIMA E CONDUTA
Toda a ênfase psicológica dos contrários à redução da maioridade penal recai sobre a elevação da auto-estima. Acreditam mesmo que o que impulsiona à criminalidade seria uma baixa auto-estima. Assim, ações de apreço , proteção e valorização do infrator seriam fundamentais para sua “recuperação”.
Contudo, não está claro que auto-estima elevada garanta um comportamento pró-social. A bem da verdade, não há estudos confiáveis que apontem correlação positiva entre os comportamentos antissociais dos sociopatas e uma baixa auto-estima subjacente. Ao contrário, é mesmo característica dos sociopatas ter o apreço por seu ego como orientador de sua conduta – isso, definitivamente, não é característica de baixa auto-estima.
Por outro lado, ações de elevação da auto-estima do infrator por parte do estado, soam falsas e bajuladoras, vez que não são sustentadas por uma conduta socialmente útil e responsável. Pior: introduzem no adolescente infrator um sentimento de vitimismo justificador.
2-HEDONISMO E CRIME
Há estudos que afirmam ser a característica predominante da personalidade infratora o hedonismo patológico. Aqui entendido como busca incessante pelo prazer imediato. Dessa forma, a identidade infratora não suporta os obstáculos que se colocam entre seu desejo (de posse e domínio) e o objeto desejado, reagindo com violência e condutas antissociais, as mais variadas, para alcançá-lo. Assim, parece mais adequado considerar que a ação antissocial é o fruto de uma fragilidade ante a frustração em uma personalidade que não fez das condutas socialmente aceitas guia de seu comportamento.
De maneira geral, todo ser humano tende a alguma expressão de agressividade quando frustrado (DOLLARD-MILLER). A palavra repito é tende. Isto porque, na maioria de nós, ao caos interno instalado por uma forte frustração opõe-se um mundo externo ordenado e organizado que indica um caminho aceitável a seguir. Dessa forma, deixamos de ser escravos de nossas frustrações e passamos a afirmar os valores morais e sociais. É, pois, um ambiente externo organizado que defina caminhos a melhor contenção dos comportamento disruptivos tendentes pelo ambiente interno caótico.
O PODER ORGANIZADOR DA PUNIÇÃO
Quando o adolescente está perdido em seu caos interno de frustração e revolta, é o ambiente externo o apoio que lhe vem em socorro. O maior regulador do ambiente externo, por sua vez, são regras claras. As regras, contudo, para terem real valor precisam assumir certo “status” na mente do adolescente. Uma regra sem prestígio, não cumpre sua função reguladora. Ora, entre outros aspectos, o que faz uma regra respeitada são as sanções por ela impostas. E aqui se chega ao problema da PUNIÇÃO.
PUNIÇÃO E DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO
Pode-se agora afirmar que privar o adolescente da punição, ao contrário do que pensam os ativistas, acaba por confundi-lo, gerando uma falsa consciência vitimista. Essa falsa consciência o libera para o uso livre da agressão, isento que fica do sentimento de culpa.
Por outro lado, a certeza da punição regula o ambiente interno do adolescente, proporciona-lhe uma direção clara e inibe o comportamento delinqüente. A punição pode assim ser vista como uma âncora do desenvolvimento. Fato esse, sobejamente comprovado por dados histórico. Quem, afinal, pode negar que trinta, quarenta anos atrás, quando o adolescente estava sob servero controle disciplinar da família, com punições bastante fortes, sua conduta era amena e quase completamente ajustada à lei.
PUNIÇÃO E RESPONSABILIDADE
O desenvolvimento psicológico saudável não pode ser dissociado do comportamento responsável. Nos desenvolvemos quando nos tornamos mais responsáveis por nossos atos. Privar o adolescente das conseqüências de seus atos tem o efeito de mantê-lo na adolescência eterna. A punição é a conseqüência necessária para a delinqüência!
CONCLUSÃO:
Pelo exposto, pode-se afirmar o valor da PUNIÇÃO como âncora do desenvolvimento psicológico do adolescente. Por essa razão, a redução da maioridade penal é fundamental tanto para a redução do crime quanto para o desenvolvimento psicológico do adolescente brasileiro. Sem a imputação dos adolescentes, a partir dos 16 anos, estaremos criando uma geração inteira de sociopatas.

terça-feira, 17 de maio de 2011

PARA QUE SERVE O ESTUDO DA LÍNGUA?

Caros,
Estamos vivendo uma época estranha! Nunca se buscou tanto justificar o erro e mudar o nome das coisas dolorosas; tudo em nome do combate ao preconceito. Para isso, prostituta deve ser chamada de profissional do sexo; anão, de portador de altura prejudicada; pobreza, de exclusão; cachaceiro, de dependente alcoólico; maconheiro, de dependente químico e por aí vai.
Nesta semana, veio a lume mais uma pérola dessa linguagem politicamente correta. Patrocinado pelo MEC (sempre ele), um certo livro de português (acreditem, livro que deveria ensinar o domínio do idioma pátrio) intitulado Por Uma Vida Melhor, com tiragem e distribuição de quase 500.000 cópias, pagas com o nosso capilé, ensina a garotada que “às vezes o certo é falar errado”. Alguns exemplos extraídos do livro ajudam a entender a questão:
“Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”;
“Nós pega o peixe”;
“Os menino pega o peixe”.
Observem as orações acima. O erro de concordância, que deveria ser apontado como erro para ser corrigido, é validado pelo livro. “Trata-se de uma variante popular legítima que cumpre sua função de comunicar”.
Mas a coisa não pára (ainda não aderi à reforma ortográfica) por aí. Não satisfeita em validar o erro, a autora busca satanizar quem não aceita seu delírio demagógico. Para ela, as pessoas que querem que o aluno fale corretamente são preconceituosas, pois incorrem em preconceito lingüístico. Pronto! Sou agora um preconceituoso que não respeita o direito que o aluno tem de falar errado. Resta, contudo, uma questão: para quê servem os livros de gramática e os professores de português se o erro e o acerto podem ser permutáveis “ad libitum”?
Contudo, para não me acusarem de má vontade e incompreensão com esses valentes progressistas, que morrem de amor pelo povo, eu me penitencio e passo a fazer algumas contribuições com a causa.
-preconceito aritmético: além de combater o preconceito lingüístico, vamos combater o preconceito aritmético. Doravante, quem apontar o dedo contra a conta 2+3=4 deverá ser enquadrado imediatamente na categoria preconceituoso e desligado de qualquer função pública (afinal, esse preconceito atinge em cheio as classes pobres);
-preconceito histórico: deverá ser aceita como variante válida a afirmação de que a revolução industrial se deu na França e a revolução francesa, na Inglaterra; afinal tudo é Europa. Essas sutilezas deverão ser abolidas, vez que não passam de elitismo;
-preconceito de arquitetura: isso de exigir um arquiteto para projetar casas e apartamentos está condenado; a partir de hoje pedreiros e mestres-de-obra terão o mesmo direito de projetar essas habitações, afinal não são eles que fazem os imóveis?
-preconceito das boas maneiras à mesa: doravante, reparar em cotovelos na mesa, em falar com a boca cheia, em pegar os alimentos com a mão, em arrotar à mesa de jantar será terminantemente proibido, afinal, essas são condutas absolutamente populares;
Essa é minha modesta contribuição para evitar que os preconceituosos conduzam a Nação
Edson Moreira

O DESENVOLVIMENTO DE UMA PSICOSE ASSASSINA

Caro Leitor,

Em relação à chacina dos estudantes de Realengo pelo assassino Wellington, faço as seguintes ponderações sobre a doença mental da qual era portador, do ponto-de-vista de sua estrita evolução psicológica, a partir de informações sobre seu comportamento, infância e adolescência publicados na imprensa.

O mundo protegido da infância.

Normalmente, na infância, somos paparicados e protegidos pelos nossos pais ou sucedâneos. Não temos grandes responsabilidades, a vida é uma procura incessante por diversões (um pouco quebrada pelas obrigações escolares) e o mais importante: temos o amor da única mulher que nos importa: a mãe! Se queremos um beijinho, a mamãe ali está; se queremos cafuné, idem; se queremos atenção, basta um chilique ou uma birrinha e lá vem a mamãe a nos acudir. Até onde as informações disponíveis apontam, esta foi, também, a infância do atirador (parece, até que com ele os mimos maternos foram ainda maiores, apesar de adotado).

O mundo de conflito e luta da adolescência.

Na adolescência, contudo, nada é fácil. Já não nos satisfaz termos o amor incondicional da mãe e o espaço de casa se torna monótono. Queremos o beijo da menina bonita e ser vencedores no grupo de amigos e nas lides sociais. Ocorre, nesse momento, toda a sorte de atribulações, temores e terrores! A rejeição da menina bonita e o fracasso na patota constituem verdadeiras fontes de angústia e frustração. Todos passamos por essa tormenta, mas cada um reage diferentemente e, por isso, constrói um destino diferente.

As conseqüências para os não esquizofrênicos.

O jovem sem base genética para esquizofrenia reage de forma variada aos conflitos e frustrações da adolescência. Compõe um espectro que vai desde uma pequena irritação ou depressão leve até o transtorno de conduta ou depressão grave.

Nos casos felizes, a frustração e decepção vão dando lugar a uma reorganização do ego, mais em acordo com a realidade, ou seja, o adolescente constrói uma visão clara e realista de suas possibilidades. “Se não sou bom nisso, posso ser bom naquilo, se esta não me quer, aquela pode me querer”; e assim, vai aprendendo a temperar as frustrações com possibilidades de sucesso e recuperação. Uma perda já não tem mais aquele caráter catastrófico e definitivo que tinha. O medo fica sob controle e a esperança prevalece.

Nos casos mais difíceis, a frustração e decepção empurram o sujeito ora para o retraimento, ora para os comportamentos antissociais. Na primeira situação, pode se tornar tímido, retraído e até mesmo portador de uma depressão grave e duradoura. Na outra situação, torna-se um pequeno delinqüente ou até mesmo um perigoso bandido.

É necessário acrescentar que seja no caso dos retraídos, seja no caso dos antissociais, não é raro o envolvimento com toda a sorte de drogas, pelo seu efeito de eliminação mágica da dor, da frustração e do fracasso.

As conseqüências para os esquizofrênicos.

Contudo, quando há base genética para a esquizofrenia, esse momento de enorme turbulência, que é a adolescência, se torna mesmo insuportável e o indivíduo vai temperando suas frustrações não mais com a esperança de compensar as perdas com possibilidades reais de vitórias (“ se essa não me quer, aquela pode me querer etc...”), mas com o desligamento da realidade. No tipo paranóide, a realidade impositiva, vai sendo temperada por um fantasiar desconecto da realidade (sem nexo evolutivo com o real). Nesse mundo fantasioso (a princípio sob controle, mas logo depois incontrolável) o doente vai construindo o que lhe falta na realidade. Se se sente humilhado no real, passa a ser altivo no delirante; se se sente fraco no real, passa a ser forte no delirante; se se sente desprezado no real, foca o desprezo nos outros no mundo de seus delírios etc. Com o passar do tempo, o delírio vai se estruturando e alcançando mais coerência interna até chegar o ponto em que todos os eventos objetivos são julgados a partir desse núcleo central: eu sou bom e heróico, os outros são maus e covardes! Já acreditando em sua força-fantasia, o sujeito começa a elaborar os devaneios de vingança, sempre com base em seu conceito próprio de justiça: “todos que me desprezaram são maus e têm que pagar”.

Nem sempre os paranóicos se tornam assassinos, mas essa é sempre uma possibilidade nada escassa! Foi esse o caminho tomado pelo atirador do realengo: um homem cuja auto-decepção foi tão insuportável para sua frágil e esquizofrênica estrutura que acabou por gerar um ego vingador até as últimas conseqüências.

A questão das armas.

O crime perpetrado não pode ser “lido” como efeito do uso de armas por civis. Primeiro porque as armas eram ilegais, segundo porque se não houvesse armas de fogo, o assassino, poderia ter usado facas, bombas ou mesmo um automóvel contra um ponto-de-ônibus!

A questão do bulling.

Muito valorizada a questão do bulling no ocorrido no Realengo, deve, contudo ser relativizada, por uma razão muito simples: quase todos os adolescentes e crianças foram em algum momento da vida alvo de crítica, zombaria e exclusão dos grupos influentes, sem terem se tornado, por isso, assassinos. O bulling não produz tamanho estrago, mas, atenção!, a cultura justificadora que proporciona o bulling pode vir a ser a fomentadora midiática a induzir ações agressivas.

Uma palavra sobre educação.

Nesse momento, cabe concluir. O melhor que os pais podem fazer para a saúde mental de seus filhos é ajudá-los a enfrentar a vida como ela é: dura, repleta de frustrações, mas que pode ser muito divertida e encantadora para quem lida bem com suas limitações pessoais.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

COMENTÁRIO TIPO MIOLO MOLE:"IRÃ IGUAL A EUA" (MARCELO BARRA)

Essa foi de doer, Marcelo Barra!
Ao comentar a entrevista do FHC na semana passada, Marcelo elogiou isso e aquilo, mas acabou por ressaltar que FHC tinha afirmado o absurdo que foi o LULA não ter fincado posição contrária ao Irã quando do episódio da condenação da mulher Sakineh Mohammadi à pena de morte por apedrejamento, momento em que foi .contraposto pelo repórter "por apedrejamento não pode, mas com bala, como fazem os EUA, pode?". Marcelo parece ter ficado entusiasmado com o aparente "xeque-mate" aplicado pelo repórter no FHC. Fez em seguida um comentário, algo assim: "tem que denunciar as atrocidades dos dois lados, né".
Marcelo, é bom cantor e o que melhor Goiás conseguiu que aliasse tradição e modernidade. Me lembro, muitos anos atrás, ele ainda novinho (e eu ainda mais) vencendo festivais que ainda tinham por palco o "Cine-teatro Goiânia". Ó, tempo-rei!
Mas, Marcelo, atenção! Você não deve pegar carona no que é "sensível" e bonito de se dizer. Comparar a maior democracia do ocidente (do mundo, porque democracia é invenção ocidental), em que o presidente está submetido à Lei e ao Congresso, onde nunca houve golpe de estado, onde há a mais completa liberdade de expressão e religiosa, onde os direitos fundamentais da pessoa humana são quase uma segunda religião a uma tirania atroz, completa e acabada como o Irã (não há liberdade de expressão, não há liberdade política, não há liberdade religiosa, onde uma aristocracia religiosa manda na Nação, onde direitos humanos são uma tolice, onde cada cidadão deve se tornar um militante da causa do governo) é coisa de gente do miolo mole. Conselho grátis: se você não conhece um assunto, abstenha-se de comentá-lo. É mais honesto, é mais elegante e combina mais com você. Outro, fuja da tentação de "pagar pedágio" ao Mal mostrando as imperfeições do Bem!
Saudações deste Comentador