domingo, 28 de setembro de 2014






CARTA ABERTA AOS MEUS AMIGOS QUE QUEREM TIRAR O PT DO PODER!
Esse post é endereçado a todos aqueles que querem apear o PT do poder. Aos meus amigos que votam no PT, que são bem poucos,  advirto que essa mensagem não será de seu agrado e que devem se dispensar de sua leitura.
Meus amigos, que querem tirar o PT do poder,
É fundamental votarmos no AÉCIO, não porque MARINA não seja digna, não porque MARINA não seja capaz, mas  porque  MARINA NÃO SUPORTARÁ A GUERRA SUJA DO PT-DILMA CONTRA ELA EM UM SEGUNDO TURNO. Marina tem suas contradições e a MÁQUINA DE MOER CARNE DO PT irá triturá-la em um segundo turno. Algum amigo poderá questionar: “é puro chute, o EDSON MOREIRA é AECISTA”. Vou, sim, votar no AÉCIO, mas dormiria sorrindo caso a MARINA viesse a apear a DILMA. Ocorre que isso não vai acontecer e não sei isso por exercício de futurologia. Sei isso baseado em FATOS.
FATO NÚMERO 1 – MARINA não tem estrutura partidária nos estados para acompanhá-la em comícios, passeatas e no corpo-a-corpo com eleitores. Em uma eleição polarizada como é a de segundo AÉCIO terá a imensa estrutura de um partido forte como o PSDB para apoiá-lo em suas incursões. Se é MARINA, quem vai acompanhá-la, apoiá-la, apresentá-la aos goianos? Um candidato a senador chamado Ademar. Quem é Ademar, quem já ouviu falar em Ademar?!!!!
FATO NÚMERO 2 – O PT e a rede de espionagem e desinformação infiltrada na imprensa, escolas, especialmente  universidades, órgãos públicos e até na POLÍCIA FEDERAL vão produzir uma enxurrada de dossiês sobre cada passo de MARINA no passado e no presente. MARINA nunca passou por isso, sempre foi muito paparicada, vai ter seu nome jogado na lama e não terá meios de defesa compatíveis com o tamanho do ataque. Vai chorar e torcer para a campanha acabar logo.
FATO NÚMERO 3 – logo após a morte de Eduardo Campos, no momento em que MARINA  assumiu a candidatura à presidência, as primeiras pesquisas a colocavam 05 pontos acima de DILMA, hoje está 10 pontos atrás. Em pouco mais de um mês, perdeu 15 pontos. É curva descendente constante. Corre o risco de chegar ao final do segundo turno com menos votos que teve no primeiro.
FATO NÚMERO 4 – Trinta por cento do eleitorado vota com a perspectiva de ganhar e MARINA passa a mensagem clara de que perderá; com isso, perde entre os indecisos, na hora da decisão do voto.
Enfim, um AÉCIO crescendo, como vem nas últimas duas semanas, vai chegar no final do primeiro turno forte e preparado para o embate do segundo turno, que será duríssimo e exigirá do candidato experiência em vencer o PT. Só o AÉCIO tem essa experiência de vencer o PT, e já há quatro eleições, em seu estado.
PORQUE DEVEMOS TIRAR O PT DO PODER?
- O PT é um partido de tradição stalinista (comunista) e, tendo força, acabará com a liberdade de imprensa, independência do Congresso e independência do judiciário, além da liberdade econômica;
- O PT na economia é um descalabro. Estamos vivendo uma fase de inflação alta, juros altos e crescimento econômico baixíssimo, além de uma dívida pública que nos tira mais de 220 bilhões de juros por ano; isso é mais que o orçamento das pastas da EDUCAÇÃO e da SAÚDE;
- O PT é o partido da mentira. O PT é um péssimo exemplo, deseduca os nossos jovens e crianças, incutindo na juventude que MENTIR é bom; ENGANAR é necessário; ROUBAR O ERÁRIO é certo quando por causas  humanitária. Os valores passados por nossos pais e avós, como verdade, solidariedade, respeito à lei estão se perdendo em meio a tanto desrespeito praticado por essa camarilha que usa o estado como se fosse seu!
Vamos juntos tirar o Brasil do vermelho,
Vamos juntos tirar o Brasil dos vermelhos!


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A ESTRATÉGIA ANTIGA DE SE DIZER “DO NOVO”, PRA NÃO TER DE EXPLICAR NADA! OU DE COMO O VELHO SEMPRE ARRANJA UMA FORMA DE PARECER NOVO.







                MARINA SILVA, como se sabe, se apresenta como o “novo na política”. Ela se diz representante de “uma nova forma de fazer política” e “contra tudo que está aí”. Vamos conferir, portanto, o que há de verdade e o que há de embromação nessa sua auto-apresentação.
                Antes, contudo, é importante registrar, que slogans novidadeiros são já muito antigos e presentes em todo o movimento revolucionário. Os revolucionários (de todos os tons e matizes) sempre se apresentam como “o novo”, “por uma nova sociedade”, “uma nova forma de fazer política”etc, embora muitas de suas propostas sejam multicentenárias. Só para acentuar esse ponto, lembro aqui Karl Marx, em sua obra “Crítica da filosofia do direito de Hegel”, de 1843, quando afirma uma “uma crítica impiedosa de tudo o que existe”. Quer dizer, todos os avanços culturais, desde os hebreus, gregos, latinos e europeus de nada valiam e seus pilares deveriam ser postos abaixo. É claro que Marx sabia ser isso impossível, mas pareceu uma frase sedutora e seduzir é fundamental ao movimento revolucionário.
                Ainda no século passado, temos a ascensão nazista sinalizando para  “UM NOVO MUNDO” e a revolução comunista a prometer “UM NOVO HOMEM”. O resultado desses experimentos com “o novo” se conta em MILHÕES DE CADÁVERES.
                Fica patente, então, que sinalizar com O NOVO, UM NOVO MUNDO, UMA NOVA VIDA ou UM NOVO HOMEM é estratégia revolucionária clássica de sedução, manipulação e controle das massas.
                Mas até que ponto MARINA SILVA, além desse NOVO muito velho revolucionário, é realmente um NOVO na política brasileira. Elenco abaixo alguns dados:
1 – MARINA SILVA foi militante petista durante 35 anos – é tempo demais pra se dizer   uma  NOVIDADE na política;
2 – MARINA SILVA, em 1994, já um “capa-preta” do PT apoiou a campanha do partido contra o PLANO REAL, esse sim, um verdadeiro divisor de águas na economia e sociedade brasileiras. Trabalhou contra o Brasil, por mero politiquismo. Isso não é muito novo, não é?;
3 – MARINA SILVA apoiou a campanha contra a “Lei de Responsabilidade Fiscal”, marco regulatório que impediu que o gasto público  avançasse acima da capacidade de pagamento do ente. Foi essa lei que evitou que o estado brasileiro se tornasse um caos generalizado. Foi contra por um politiquismo nada novo;
4 – MARINA SILVA faz parte do grupo político dos VIANA, PT do ACRE, que está no poder há 16 anos. Marina é um anfíbio! Seu marido foi secretário do Governo do Acre até 20 dias atrás. Esse fisiologismo de falar mal de um partido, mas aceitar cargos e benesses em sua administração é muito velho;
5 – MARINA SILVA trabalhou incansavelmente contra o agronegócio, exigindo a redução de 20% da área plantada para aprovar o novo código florestal. Foi derrotada por 86% do congresso e saiu acusando a todos de “elite atrasada”, quer dizer, se quisessem ser “modernos”, os deputados deveriam fazer o que MARINA queria: aumentar o preço da comida. Nesse ponto MARINA é realmente muito moderna, pois é coisa muito nova preocupar-se mais com as matas do que com a fome de brasileiros;
6 – MARINA SILVA, se dependesse dela, as usinas hidrelétricas de JIRAU e BELO MONTE jamais teriam saído do papel. É moderno querer as cidades em apagão para preservar a alegria dos bagres.
                Não MARINA SILVA, você não é NOVA, você não representa o NOVO. Você adota as mais antigas práticas MESSIÂNICAS e REVOLUCIONÁRIAS. No Brasil, o NOVO é respeitar as leis, as instituições, a liberdade  e reduzir a influência do estado na vida das pessoas. No Brasil, o NOVO é respeitar a realidade e combater as aventuras e fantasias que sempre acabam maltratando o povo mais humilde.

               


“uma crítica impiedosa de tudo o que existe”, no ano de 1843
Crítica da filosofia do direito de Hegel


terça-feira, 26 de agosto de 2014

CAMPANHA ESTÉTICA: CHEGA DE TANTA GENTE FEIA NA POLÍTICA. GENTE BONITA E ELEGANTE NA PRESIDÊNCIA, JÁ!





CAMPANHA ESTÉTICA: CHEGA DE TANTA GENTE FEIA NA POLÍTICA.  GENTE BONITA E ELEGANTE NA PRESIDÊNCIA, JÁ!
                O poeta Vinícius de Moraes, chamado de “poetinha” por aqueles que querem demonstrar admiração e intimidade, nunca foi o meu modelo de intelectual,  era, contudo, inteligente e bem humorado. É sua a famosa sentença: “me desculpem as feias, mas beleza é fundamental”. Certa vez, em um programa de televisão, foi indagado sobre se realmente havia cunhado a famosa frase, ao que respondeu: “eu não disse ‘as feias’; eu disse: ‘as muito feias’”.
                É claro que se trata de uma afirmação politicamente incorreta que causa certo constrangimento, mas não diz mais que o óbvio. É claro que é melhor ser bonito que ser feio, ou alguém pode afirmar o contrário?
                O Brasil, contudo, nos últimos anos, tem sido o palco das pessoas feias, sobretudo na política, especialmente na presidência da república. Dá vergonha  ver nossos últimos presidentes se comunicarem pela televisão.
                Começando pelo Lula. O Lula mente muito como revelam os dois vídeos em que afirma no primeiro que as bolsas são esmolas com objetivos eleitoreiros e no segundo acusa os adversários de terem dito a pérola (veja aqui a prova: https://www.youtube.com/watch?v=yl7ryYu0CBc ). Joga o pobre contra o rico, o preto contra o branco, homossexual contra a Igreja e vai por aí, plantando a discórdia. É muito feio, é horroroso!
                Depois veio a Dilma. Primeiro a gente não consegue entender aquelas frases estranhas, vindas de um cérebro confuso. Mas quando entendemos, só vemos coisas feias como os escândalos de seu governo, Petrobrás, Min agricultura, DENIT, TURISMO, SUPERFATURAMENTO DA COPA, entre tantos outros. É muito feia, é horrorosa!
                Agora, desponta essa que parece uma tartaruga triste e sem casca. A midiática figura gosta de mimetizar as santas da Igreja Católica, embora seja evangélica da Assembléia de Deus. Pois bem essa aí queria, porque queria, reduzir 20% da área de agricultura no Brasil. Ficou sozinha contra 86% do Congresso Nacional e aí chamou a todos de “senhores do atraso”. Moderna é ela que queria se impor sobre toda a sociedade brasileira, moderno é seu autoritarismo. Essa figura feia e desagradável detesta o agronegócio, mas é irmã siamesa da Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, e faz desta sua porta-voz. Entendo, Marina Silva detesta o agronegócio, que produz alimentos, mas ama os banqueiros que produzem juros (são mais limpinhos, né)! Agora anda às voltas de ter de explicar quem pagava o aluguel do jato em que viajavam ela e Eduardo Campos e que caiu em São Paulo. O aparelho custa vinte milhões de reais e só o seu aluguel não fica por menos de 1 milhão por mês. Alguém pagou e por isso, mas quem? Há uma óbvia possibilidade de ser o famoso caixa 2, portanto, crime eleitoral, passível de impugnação de candidatura. Logo a Marina, que cinco dias antes havia aterrissado em Minas para dizer que a questão do aeroporto da cidade de Cláudio deveria ser esclarecida e aplicada “punição exemplar”, no caso de crime. Seria ela tão severa contra sua própria candidatura? A saber.
Como são feias essas pessoas feias! Chega delas! Agora vou parafrasear o “poetinha” (ha, ha, ha): me perdoem esses muito feios, mas para ser presidente, beleza é fundamental.


















sexta-feira, 15 de agosto de 2014

MARCELO RUBENS PAIVA ACUSA AS POSIÇÕES CONSERVADORAS DE ROGER PARA ACHINCALAR O CANTOR E TAXÁ-LO DE INCONSCIENTE E ALIENADO. MAS LEVA UM SENHOR TOCO: “SEU BOSTA!” Ai, ai, ai. Da série “É PURO BRASIL”.


O Brasil é, realmente, um país muito esquisito! Inventa uma COMISSÃO DA VERDADE para esclarecer os crimes do regime militar, mas não vai dizer uma só e miserável palavra sobre os crimes (assassinatos, assaltos a bancos, sequestros, justiçamentos etc) praticados pelos esquerdistas armados. Melhor seria mudar o nome para COMISSÃO DA MEIA VERDADE!
Mas a curiosidade de hoje é o arranca-rabo ocorrido semana passada entre o escritor MARCELO RUBENS PAIVA (“Feliz Ano Velho”, eu me lembro. Escreveu algo mais?) e o cantor ROGER (Ultraje a Rigor).
Marcelo, como de resto a mídia e a intelectualidade acadêmica (argh!), com as poucas exceções de sempre, acredita e repete a MENTIRA ESFARRAPADA de que todo aquele que combateu a ditadura militar lutava pela democracia. Dou exemplos documentados dessa mentira muito conveniente: todos os grupos revolucionários armados (TODOS, SEM NENHUMA EXCEÇÃO) tinham a orientação marxista e queriam para o Brasil uma DITADURA COMUNISTA, ora aos moldes cubanos, ora maoístas, ora soviéticos. Basta esta informação para demonstrar que todo esse conversê da COMISSÃO DA MEIA VERDADE não passa de pura propaganda esquerdista (PT, PSTU, PSOL, BLACK BLOCS etc). Pois bem, esse Marcelo, amiguinho da Dilma e filopetista entendeu de usar as posições de ROGER quando denunciam os usos, abusos e roubos do PT, para acusa-lo de conservador e alienado quanto à ditadura militar. Disse o escritor na FLIP (Feira Literária de Paraty- esse ajuntamento de gente que ama a “vida literária”, sem jamais amar a literatura):
“Ele (Roger) vai até ficar bravo. É meu amigo, escreveu músicas ícones da minha geração e de combate à ditadura, hinos do movimento das Diretas Já. Hoje, tem reações completamente opostas, e acusa a Dilma (Rousseff) de terrorista”.------------------------------------------------     

Como acho linda essa gente que, ao meter o pau no cara, inicia dizendo “ele é meu amigo”. Amigo é o orifício corrugado situado entre as nádegas! Por acaso o Roger mentiu quando disse que a DILMA havia sido terrorista? Basta uma googleada nos verbetes “COLINA”  e “VAR-PALMARES” para encontrar ali todos os atos desses grupos santos e seu ilustre membro.
O que os esquerdistas não suportam é que se divulgue que eles combateram a ditadura militar para implantar a ditadura comunista. E perderam! Gostam de ser lembrados como mártires na luta pela democracia. Esse gente não suporta um minuto de psicanálise: saem correndo do consultório do analista a gritar “não sou compreendido, não sou compreendido”. Não suportam a verdade (para lembrar um bordão do Zorra Total).
É claro que o ROGER deu a devida resposta:
“É compreensível que você considere o comunismo legal. Mas daí a me usar de exemplo na Flip foi canalha de sua parte. E errado”;
“Lula é um canalha e você sabe muito bem disso”;
“Sinto muito seu pai ter morrido defendendo o comunismo, mas isso não é motivo pra eu ser agora perseguido por esquerdistas”;
“E tem mais, seu bosta: minha família não foi perseguida pela ditadura. Porque não estava fazendo merda”, concluiu.
O que eu posso dizer da pronta resposta do ROGER? Maravilhosa. O Brasil precisa deixar de ser o império das mentiras convenientes. E o primeiro passo é humilhar essa gente burra e safada!

Um serviço a Marcelo Rubens Paiva: o comunismo e suas derivações, em 50 anos, matou mais compatriotas que todas as guerras de que se tem notícia. Somente a China de Mao Tze Dong matou 80 milhões de chineses e não foi em guerra contra outras nações. Foram mortos por discordarem da tirania!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O BRASIL DE HOJE: A CONFUSÃO, A MALÍCIA E A BARBÁRIE!






O BRASIL DE HOJE:  A CONFUSÃO, A MALÍCIA E A BARBÁRIE!

O Brasil passa, nos dias de hoje,  por um momento extremamente difícil de sua história. Não me refiro à economia, que, apesar de poder melhorar ( e muito ), não constitui nenhuma tragédia. Os ganhos econômicos nos últimos 20 anos são apreciáveis. A moeda se estabilizou com o fim da inflação,  as pessoas comem carne quase todos os dias e praticamente não há mais a fome sistêmica. Há mais crianças e adolescentes nas escolas (se bem que hoje as escolas, principalmente as públicas, sejam uma tragédia educacional, mas isto é outra discussão); a possibilidade de adquirir uma casa e um carro já está no horizonte de quase todas as famílias e ter uma casa equipada com todos os eletromóveis se tornou comum. Mas o que nos falta,  se, do ponto-de-vista material,  as coisas estão encaminhadas?
É assustador o quanto a sociedade brasileira declinou moralmente e aqui não me refiro especificamente à moral sexual, mas aos valores, que garantem uma convivência harmoniosa e colaborativa entre as pessoas, uma sociedade na qual  prevalece o respeito de  cada um pela história, dificuldades, fracassos e sucessos do outro.  A sociedade brasileira está esfacelada! Tornou-se uma praça-de-guerra de todos contra todos. E o efeito disso se vê todos os dias nos noticiários:
1 – 70 mil assassinatos por ano;
2 – 45 mil mortos no trânsito por ano;
3 – quantidade crescente de crimes intrafamiliares: pais matando filhos; filhos matando pais; marido matando a mulher; mulher matando o marido e muitos matando, ora por motivos banais (pequenas querelas),  ora por motivos os mais abjetos (herança, pensão de aposentado etc);
4 – amizades que se rompem por nada;  a inveja não reconhecida, mas sempre atuante; a tendência crescente ao isolamento e dele saindo somente para uma perfórmance;
5 – a crescente perda de respeito pelo sagrado, pelo espiritual e pela morte.
Quanto de maldade é necessário para se matar alguém (excluindo-se o motivo da defesa)? E para um pai matar um filho?
Todas essas atrocidades sempre existiram, mas o que choca é que o que antes era excepcionalíssimo tornou-se corriqueiro, ao ponto de nem mais chamar a atenção. A pessoa depara com um cadáver na rua, pula por sobre ele e segue em frente, sem sequer olhar para trás. Estamos nos acostumando à barbárie!
O mais preocupante é que essa tendência des-civilizatória está em processo crescente e nada indica que irá parar por aqui. O Brasil poderá retroceder a frangalhos de civilização! Há exemplos históricos desse fenômeno de regressão des-civilizatória.
Mas como e porque chegamos a Isso?
A CONFUSÃO
O Brasil, enquanto Nação, perdeu a orientação, o sentido do CERTO e do ERRADO. Esta confusão pode ser observada em inúmeras situações do dia-a-dia. Dou um exemplo. Foi preciso que houvesse MORTE e muita destruição para que as pessoas percebessem que sair por aí quebrando o patrimônio público ou privado é ERRADO e deve ser prontamente punido. A bem da verdade, os chamados “formadores de opinião” (jornalistas, artistas, professores, agentes da justiça, políticos etc) são mais confusos que o pai-de-família mediano. Observem o esforço desses profissionais na defesa dos arruaceiros, afirmando, repetidamente o mote de que “não se pode criminalizar os movimentos sociais”. É como se nessas cabeças, ativista fosse alguém que, acima da Lei, pudesse todo tipo de transgressão, pois o fazem em nome de uma causa. A idéia de que a Lei também se aplica aos ativistas lhes soa estranha e inapreensível. Outro exemplo. Uma minha colega, aqui mesmo da Faculdade, ao tomar conhecimento do roubo de dois automóveis, aqui na porta, exprimiu essa pérola: “é a pobreza, a desigualdade que tá insuportável”. Ora,  justificar assaltantes armados com base em pobreza é sintoma de uma desorientação profunda. Crime causado pela pobreza é apenas um jargão que visa produzir a adesão de mentes confusas. Ninguém jamais rouba por ser pobre. A pessoa rouba porque deseja o produto do roubo e decide tomá-lo à força. É uma decisão. Como também o é trabalhar para conseguir o que se deseja. Tudo isso é óbvio, mas no Brasil parece elucubração impenetrável. Os exemplos dessa confusão são muitos: o professor que não sabe se é certo reprovar um aluno que não apresentou desempenho; pais que não sabem se é certo castigar o filho que lhes desobedece; intelectuais que têm dificuldade em achar correta a punição de um adolescente assassino (“muito novo, não sabe o que faz”). O Brasil precisa, urgentemente, recuperar a noção de CERTO e ERRADO trazê-la de volta ao seu dia-a-dia prático e não como conceito filosófico. A relativização das noções de CERTO e ERRADO é sintoma de uma sociedade doente e quase sempre desemboca em tiranias. Mas como e por que nos afastamos de uma noção que já esteve tão presente na vida do brasileiro?

A MALÍCIA  - MONTAGEM DO JOGO DOS CONTRÁRIOS
Em nosso País, há cerca de pouco mais de 40 anos começou a se desenvolver uma nova estratégia revolucionária de cunho marxista. Tão logo o movimento esquerdista armado foi derrotado pelo regime militar, a estratégia do confronto violento ao regime foi substituída pela estratégia gramsciana de criar uma nova mentalidade nacional, servil ao movimento revolucionário. Para isso, seria necessário conquistar toda a intelectualidade e torná-la agente do processo. Professores, estudantes, profissionais liberais, psicólogos, religiosos, funcionários públicos etc deveriam ser convertidos às ideias revolucionárias, sem necessariamente sabê-lo, e passar a agir como centros irradiadores dessas mesmas ideias: socialismo, anarquismo, globalismo, ecologismo etc. Mas, como disse logo atrás, os intelectuais não precisariam ter o completo conhecimento de toda a estratégia (mesmo porque muitos, de pronto, rejeitariam fazer parte de um movimento comunista/ revolucionário) apenas difundiriam as ideias convenientes. Exemplo de uma ideia conveniente ao movimento revolucionário de fácil atração às pessoas: a luta por cidadania. É claro que cidadania compõe-se de um conjunto de direitos e deveres. É assim no mundo todo. Contudo, aqui, seguindo a tática revolucionária, cidadania é somente direitos, criando, assim, uma avalanche de pressões sobre o poder público para o seu atendimento e criando tensão do outro lado, na ponta de quem tem de arcar com os deveres. A "luta por cidadania" é apenas um  exemplo entre tantos.
Somente depois que a sociedade estivesse absolutamente dominada e prenhe dessas ideias é que seria acenada a mudança para o socialismo. O objetivo do estratagema revolucionário seria levar a sociedade ao máximo de desarticulação possível, de forma que as partes já não mais se comunicassem, apenas se opusessem mutuamente, pois aí, o movimento revolucionário poderia se apresentar como “a solução” para tanto descalabro. E disso cuidou com esmero todo o contingente de intelectuais e ativistas revolucionários. Promover a desagregação de todo tecido social é uma arte de engenharia comportamental: acirrar as disputas sociais violentas, radicalizar posições e opor todos contra todos.  É com essa finalidade que foram criadas as chamadas CAUSAS que deveriam funcionar como forças de atração, produção e acirramento de conflitos, como, por exemplo:
1 - oposição de negros a brancos em torno de cotas raciais discriminatórias. É claro que quem perde uma importante vaga em razão de ser branco nutrirá uma dose de ressentimento. Na outra ponta, a expectativa das quotas intensifica no negro o sentimento de ter direito natural às coisas, de ser vítima do branco, só por ser negro. Amplia-se  aí o fenômeno da divisão da sociedade. A restauração, pela esquerda, do termo “raça”, abolido nos anos 1960 pela própria esquerda, veio a calhar;
2 - oposição de homossexuais a heterossexuais em torno de leis discriminatórias como a lei anti-homofobia. Reduzir, por exemplo,  um simples “não gostar de ver homens se beijando” a crime de cadeia é claro que não tem finalidade alguma de melhorar a vida dos homossexuais, mas colocar na mente do homossexual um ressentimento de vítima e manipulá-lo para confrontar toda a estrutura social;
3 – oposição da mulher ao homem em torno de temas propalados por feministas profissionais. Buscar feminilizar o homem e masculinizar a mulher (afinal, o que se buscou não foi igualar os sexos?) é um projeto produtor de enormes tensões nos relacionamentos. Está claro que isto não melhora a vida da mulher ou do homem, mas aumenta muito a divisão social, afinal, muitos conflitos que naturalmente poderiam ser resolvidos pelo casal com base no amor que um tem pelo outro e na aceitação da diferença, passa a ser objeto de ação de agentes estranhos ao relacionamento. É o fim da intimidade e o começo do império do “contrato de amor”.
4 – oposição entre Igreja e Estado em torno da completa retirada de todos os símbolos religiosos e  de princípios bíblicos adotados pelo Estado Brasileiro. É claro que é um projeto impossível, pois implicaria não somente na retirada de cruzes  dos prédios públicos, mas na mudança dos nomes de cidades, estados, no texto constitucional, na moeda e, no limite, na simples leitura bíblica em cerimônias etc. Embora o objetivo seja impossível, pois necessita um apagamento da história, é fonte de enormes conflitos entre os agentes sociais. E é esse acirramento que conta para o projeto revolucionário.
5 – oposição entre pais e filhos em torno da direção educacional. Desde tempos imemoriais, as crianças são educadas por seus pais, isso implica controle, direcionamento, disciplina e respeito. Contudo, o movimento revolucionário colocou na pauta temas como: “a criança é um ser completo, portanto, ativo, implicando que deve ser ouvida e não cerceada em sua liberdade”; “liberdade e igualdade de direitos para as crianças”; “educação sem castigos”, etc. É claro que é um programa impossível: a criança nasce... criança e é por isso que a natureza lhe deu pais: para conduzi-la até a vida adulta. Uma sociedade em que as crianças sejam proeminentes terá curta duração antropológica. Como terapeuta, posso afirmar que já há muitas famílias, cujo ritmo e “clima doméstico” são determinados pelas crianças. Os engenheiros sociais da revolução não querem mesmo essa sociedade controlada pelas crianças e jovens. O que almejam (e já avançaram muito nesse quesito) é o conflito intrafamiliar e a desorientação social dos pais.
6 – oposição entre ricos e pobres. No mundo civilizado, ao longo de toda a história, o rico, que se fez honestamente, sempre foi modelo do aprimoramento de qualidades humanas. O rico sempre foi  modelo de esmero, dedicação e esforço pessoal no alcance de metas profissionais ou empresariais. E é por isso que a pessoa rica sempre foi admirada. Contudo, no Brasil de hoje, a engenharia social revolucionária nos condicionou a detestar ou ver com suspeita a pessoa rica, só por ser rica! Como pode, aquele que é modelo de sucesso, ser percebido socialmente como usurpador? É o acirramento ao nível máximo do sentimento da inveja, que acabará por desembocar em ressentimento e violência.

A BARBÁRIE
Enfim, são muitos os conflitos acirrados pela engenharia social revolucionária. E seu objetivo está sendo alcançado dia após dia. Veja a que ponto a sociedade brasileira chegou no campo da simples maldade. O brasileiro já foi tido como o homem mais cordial do planeta. Observe hoje! A maldade está desabrida e fazendo vítimas a todo instante. Observe o quanto de coisas maldosas vem sendo feitas no Brasil de hoje? Assassinatos em família, assassinatos no trânsito, assassinatos sem a menor motivação, estupros, sequestros, esquartejamentos (todos os dias se ouve notícia de alguém que foi esquartejado), destruição de lojas e prédios por arruaceiros, morte por rusgas de torcidas de futebol... É uma lista infindável. O Brasil está regredindo à barbárie, está desfazendo seu tecido social. O BRASIL ESTÁ DOMINADO PELA MALDADE!
A ERA DO ÓDIO DEVE SER SUPERADA
Não vai ser fácil! A engenharia social revolucionária já nos colocou no mundo do “todos contra todos”, mas ainda é possível lutar contra esse legado de ódio e divisão a que fomos submetidos: o rico contra pobre; homossexual contra heterossexual; homem contra mulher; pais contra filhos; patrões contra empregados; igreja contra estado, entre outras divisões artificialmente criadas. De minha parte, acho que não se deve odiar ninguém, mas se for esta a questão, deve-se odiar alguém de carne e osso que fez algo grave contra você e não por ser desse ou daquele estrato social. Posso odiar um homossexual, mas não por ele ser homossexual; posso odiar um ricaço, mas não por ele ser rico; posso odiar uma pessoa negra, mas não por ela ser negra e assim por diante. Enfim, devemos fazer um retorno ao ponto honesto, do qual nos desviamos, onde nossa apreciação/rejeição pelas  pessoas decorria de seu caráter, seu jeito de ser e não do estrato social a que elas  pertenciam. Todo o discurso do ódio divisor da sociedade brasileira deve ser denunciado de pronto por aquilo que realmente é: INFAME  e  CANALHA !



















segunda-feira, 14 de julho de 2014

AFINAL, O TIME BRASILEIRO ESTEVE MAL OU ERA MESMO RUIM? (OU DE COMO A RUINDADE FORA DA COPA ENTROU EM CAMPO CONTRA O ESCRETE BRASILEIRO)






Aqui vou eu em mais uma avaliação psicossocial do desastre brasileiro nesta copa. A primeira pergunta: o time brasileiro era mesmo tão ruim? Se nos basearmos nas fracas cinco primeiras partidas da copa e nas duas seguintes, desastrosas, o diagnóstico é esse mesmo: o time brasileiro era mesmo muito ruim! Mas esse raciocínio é ligeiro, superficial, pois esconde o fato de que o time do Brasil vinha muito bem até antes da copa, tendo sido campeão da Copa das Confederações, há um ano. A pergunta, portanto, deve ser deslocada: por que um time que vinha tão bem, apresentou um desempenho tão sofrível? É aqui que proponho uma avaliação psicossocial.
Há no Brasil, hoje, uma percepção aguda de nossos problemas de gestão: a saúde pública é péssima, a educação pública se tornou fábrica de analfabetismo e sexualização precoce, a segurança do cidadão não vale palito de fósforo riscado (70 mil assassinatos/ano é mais que muitas guerras declaradas), entre outras mazelas. Há, sobretudo, um sentimento de cansaço dessa decadência moral de nossos governantes, que vem contaminando o próprio povo.
O trânsito da informação, sobretudo pelas redes sociais, formou uma ideia de que nosso atraso não é praga divina, mas construído com nossas próprias mãos. Aí vem a ideia conclusiva: se quisermos, podemos mudar os gestores e colocar pra governar gente que realmente sabe o que fazer e tem interesse público!
A solução, portanto, está em nossas próprias mãos. Essa ideia já é, em si, foco de revolta.
O CUSTO DA COPA
O custo da copa passou a ser a expressão da incompetência e desonestidade dos nossos governantes. A mente humana tem o hábito de tomar o parecido pelo igual: como conciliar uma Seleção feliz e vencedora com a dura realidade do brasileiro? Torcer pela felicidade da Seleção seria como não se importar com a infelicidade do povo. E seria um passatempo muito caro. Aqui operou o mecanismo mental da ambivalência, pelo qual você ama e odeia um mesmo objeto (como uma nora que ama e odeia sua sogra). De sorte que todos amamos e desejamos o sucesso da seleção, no âmbito da consciência; mas, inconscientemente, expressamos contra ela o ódio deslocado de nossas agruras sociais, ódio, esse, deslocado, rejeitado e que não cabe em nossa consciência, pois fonte de sentimento de culpa. Contudo, esse odiar inconsciente não é inócuo, produz efeitos. E os efeitos, via  mecanismo do inconsciente coletivo, foram brotar na mente de nossos nossos atletas. Senão, como explicar jogadores experientes tão amedrontados? Como explicar um capitão, como o Thiago Silva, chorando de medo de bater um pênalti?
A SELEÇÃO ERA RUIM?

Sim, mas não tanto. Deveria perder a Copa? Provavelmente. Mas o desastre acachapante não deve ser entendido somente dentro do gramado. De certa forma, o povo brasileiro desejou isto. O povo não quis (pelo menos inconscientemente) que uma vitória no futebol fosse usada como compensação pela  incompetência e subdesenvolvimento de nosso país, além dos inúmeros erros de gestão e desonestidade de nossos governantes. Sentimentos assim, intensos, ambivalentes em outras culturas se voltariam contra o próprio governo. No Brasil se voltaram, com toda sua carga negativa, contra a Seleção.

terça-feira, 8 de julho de 2014

DERROTA E APAGÃO EMOCIONAL.










DERROTA E APAGÃO EMOCIONAL.
Ficamos todos  chocados. O choque emocional pode ser aliviado pelo choro, negado com as piadas ou convertido em tristeza. Não chorei, fiz muita piada e minha tristeza durou pouco (talvez pela experiência acumulada ao longo dos anos por outras derrotas). Agora, restabelecido, é o momento de procurar compreender minimamente o que houve, hoje, no Mireirão.
Para não ficar em levitações, vamos partir dos fatos. Fato número um: o time da Alemanha se mostrou excelente tática e tecnicamente, dando um banho no time brasileiro. Fato número dois: o time brasileiro jamais se acertou nesta copa, tendo vencido mais acidentalmente do que por uma dinâmica forte e envolvente. Fato número três: o futebol é um jogo de probabilidade, jamais de certezas. Com base nesses fatos, está explicado esse 7 x 1 para a Alemanha? A resposta é NÃO! E a razão deste post é tentar desvelar o que mais contribuiu para esse resultado e que ultrapassa o puramente futebolístico.
Afirmei, sinteticamente, em um outro post que o chororô dos jogadores brasileiros era o choro de chegada  daquele tipo de choro que ocorre quando a pessoa alcança algo muito difícil e desejado e vê, nesse momento, aquele filmete de sua vida e todos seus esforços despendidos para chegar a esse ponto. Afirmei, também, que essa disposição chorosa ficava em contradição com os objetivos do presente, que seria o de vencer a Copa, afinal a predominância emocional do “cheguei” desloca a do “vou vencer a Copa”, criando uma ambivalência paralisante, que pôde ser muito bem observada quando o capitão Thiago Silva se recusou a bater pênaltis contra o Chile, por “razões emocionais”. Já se percebia aí a marcha do medo!
Esse quadro foi muito agravado pela perda de dois jogadores fundamentais ao modelo definido pelo técnico: Thiago Silva, zagueiro e capitão do time e Neymar, nosso craque inconteste. Eu não me refiro aqui somente à perda puramente técnica, mas ao agravamento das condições emocionais do time. Ocorreu, a partir do último jogo, um fato muito estranho, fruto de um jornalismo ignorante. Começaram a ser difundidas opiniões de jornalistas e analistas esportivos de que a perda do Neymar iria motivar o time, que, livre de cobranças, poderia praticar um futebol muito superior ao apresentado até então. Para mim, essa opinião era verdadeiramente bocó: como e porque um time perde seu melhor jogador e vai jogar melhor, qual a lógica disso? Seria o mesmo que afirmar que se a Argentina perde o Messi irá jogar melhor! Dessa forma, a pressão sobre os nossos jogadores aumentou, em vez de diminuir. Aumentou muito a pressão e reduziu muito nossa capacidade técnica para fazer frente ao desafio.
Quando a Alemanha marcou seu primeiro gol, o time brasileiro ficou atônito, aéreo mesmo. É como se não acreditasse (não podiam acreditar, estavam apavorados) no que estava ocorrendo e, por isso, não esboçou reação. À medida que os gols se sucediam, o estado de letargia dos nossos jogadores aumentava. À percepção da deficiência técnica somou-se a ambivalência emocional, levando nossos jogadores à quase catatonia, como quando se tem um pesadelo com um monstro apavorante e você tenta correr, fugir e não consegue. Mas ali era um estádio, o time  não poderia correr e nem poderia destruir o monstro. Tinha de jogar futebol

Enfim, nosso time estava apavorado, já fora do gramado; e paralisado, no momento do jogo. Nessas condições, o resultado, acreditem, poderia ter sido ainda pior. Lembrando mais uma vez Freud, em vez do prazer de competir, nossos atletas ficaram emparedados pelo medo de perder.