domingo, 28 de julho de 2013

UM POUCO SOBRE CIVILIZAÇÃO E BARBÁRIE



UM POUCO SOBRE CIVILIZAÇÃO E BARBÁRIE









Não há nenhuma novidade no que vou dizer, mas é importante lembrar. No ser humano concorrem dois princípios básicos: o princípio civilizatório, que busca a realização dos valores mais elevados, como respeito, cuidado, amor, dignidade, harmonia e paz. O outro princípio busca as realizações mais egoístas e animais, como a sexualidade, a agressividade, a beligerância e, no extremo, o desejo de exterminar o outro.
Porque trago isso aqui para este meu blog?
Veja essas imagens acima? Observe as duas fotos de cima? Observe as duas fotos de baixo? As primeiras são de uma “manifestação” autodenominada “Marcha das Vadias”. As últimas, fotografias da Jornada Mundial da Juventude encerrada neste domingo, no Rio de Janeiro.
Mas o que pretende  mesmo a “Marcha das Vadias”? Fui a seu site oficial marcha das vadias.org buscar informações. Lá pude constatar que seu objetivo principal é a legalização do aborto indiscriminado. Sou contra a legalização do aborto, mas ninguém precisa concordar comigo se é questão de opinião e por isso não vou discutir aqui e agora a questão do aborto. O ponto aqui é outro: como lutar por suas crenças?
As autodenominadas “vadias” podem lutar pelo que bem quiserem (de resto, previsto na Constituição), mas será que nenhum limite deve ser respeitado? Não é uma afronta mulheres peladas com frases acintosas a santos católicos e à Nossa Senhora se meterem em uma celebração católica? Houve, também,  “vadios” quebrando crucifixos e pisoteando imagens de Nossa Senhora Aparecida. Pense você: fosse o contrário, católicos se metendo em “marchas de abortistas” ou “paradas de orgulho gay” e afrontando os abortistas e o gays exibicionistas (a imensa maioria dos gays não é exibicionista) seria aceitável? Então porque o contrário deve ser? Aqui, demonstro e denuncio os “dois pesos, uma medida” da imprensa brasileira, totalmente submetida às chamadas minorias influentes. Calam-se quando o afrontado é uma religião ou um grupo conservador, mas esguelam a mais não poder quando os ativistas recebem qualquer tipo de contrariedade.
Mais uma reflexão. Havia 3 milhões de católicos na praia de Copacabana e mil (isso mesmo, 1 milzinho)  “vadias”. Nenhuma delas recebeu sequer um beliscão. Ficaram ali afrontando e sendo solenemente desprezadas. Pergunto a você: fosse o contrário, o que ocorreria a mil católicos em meio a 3 milhões de ativistas abortistas/etc? Seriam xingados? Seriam maltratados? Seriam espancados? Seriam linchados? Ou seriam tudo isso?
Aqui cabe a pergunta: quem são mesmos os intolerantes? Quando você, seja qual for seu credo, ouvir dizer que “os católicos são intolerantes” ou “os evangélicos são intolerantes” pense na cena relatada: três milhões de católicos  protegendo, de verdade,  mil “democratas” de mentira. Quem está com a civilização? Quem está com a barbárie?


quinta-feira, 18 de julho de 2013

AFINAL, O NAZISMO É OPOSTO AO COMUNISMO OU SEU IRMÃO GÊMEO? – UMA QUESTÃO HISTÓRICA MUITO MAL CONTADA!



NAZISMO: 12 milhões de assassinatos (judeus, ciganos e outras religiões)
COMUNISMO:  chinês: 70 milhões de mortos
                               Soviético: 20 milhões de mortos             
                                Cambodjano: 2/3 da população masculina adulta
As torpezas do nazismo (nacional-socialismo) são por demais conhecidas, mas nunca é demais reforçar a repugnância que nos causam os horrores da guerra e o extermínio de 8 milhões de judeus em câmaras de gás ou mortos de doença ou fome nos campos de concentração. Contudo, não se dá o mesmo destaque aos crimes cometidos pelas ditaduras comunistas, como a soviética, contando 20 milhões de mortos, a chinesa, com  cerca de 70 milhões de mortos, principalmente pelo sequestro dos cereais das vilas para serem trocados por armas. Um pequeno país do sudeste asiático é exemplo acabado de quão sanguinário é o comunismo. Esse pequeno país, chamado Cambodja sofreu uma revolução comunista nos anos 70, dirigida por um pigmeu chamado POL POT. Pois bem, esse assassino que se queria humanista eliminou 2/3 (dois terços) da população adulta masculina do país em menos de 5 anos. O país se tornou uma nação de mulheres, velhos e crianças. Homem adulto, só no exército.
Até aí, nenhuma novidade. É simples ocultação estratégica esquerdista, facilmente desmascarada. Entretanto, uma visão por demais generalizada, cuja penetração e domínio na forma de pensar do brasileiro mediano, muito mais grave e difícil de ser desmentida é a propaganda que coloca em lados opostos NAZISTAS e COMUNISTAS. Aqueles, seriam de direita, com uma orientação pró-capitalismo liberal, enquanto os comunistas seriam anticapitalistas. Portanto, visões políticas opostas.
Neste artigo, vou evidenciar que ambos os modelos de ditadura são extremamente próximos um do outro e severamente distantes da democracia liberal/conservadora. Para esse fim, vou elencar  alguns elementos dos “25 pontos de fundação do partido nazista, de 1923 (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei  NSDAP)” e analisá-los, comparando-os com os princípios e práticas comunistas. Também faço algumas observações pertinentes ao Brasil de hoje:
a.      “Nós combatemos a prática parlamentar, origem da corrupção, de atribuição de lugares por relações de Partido sem importar o caráter ou a capacidade”
Já aqui vem uma declaração clara de oposição à democracia representativa, tornando-a sinônimo de corrupção. Todos sabemos sobre a corrupção do Parlamento, mas não é ela também presente em igual medida ou até mesmo mais intensa no executivo? Estaria o Judiciário completamente livre da corrupção? A resposta, óbvia, é NÃO e NÃO. A qualidade da democracia decorre do sistema de pesos e contra-pesos dados pelo equilíbrio entre os poderes, gerando uma fiscalização mútua. A eliminação da corrupção é trabalho para várias gerações de aperfeiçoamento democrático e NUNCA será alcançada de um só golpe.
SEMELHANÇA AO COMUNISMO: como se sabe, os regimes comunistas aboliram as práticas parlamentares, substituindo-as por comitês locais de trabalhadores (na União Soviética, chamados soviets) que encaminham posicionamentos conforme as decisões do Partido Comunista, ou seja, há um controle completo do processo legislativo por parte do Partido.
BRASIL, HOJE: é perceptível um movimento no Brasil atual contrário ao Parlamento, com a mesma alegação de corrupção feita por NAZISTAS e COMUNISTAS, em sua época. O que, obviamente, os opositores ao Parlamento não dizem é que, na sua ausência, alguém irá tomar seu lugar no processo legislativo e aí, sim, será um escolhido “de cima” e não pelo povo.

b.     “O primeiro dever do cidadão é trabalhar, física ou intelectualmente. A atividade do indivíduo não deve prejudicar os interesses do coletivo, mas integrar-se dentro dessa e para o bem de todos”.
Aqui há a introdução de um elemento exclusivo de ambas as ditaduras NAZISTAS e COMUNISTAS: O COLETIVISMO. Aliás,  a característica definidora das ditaduras atuais é o apelo ao coletivismo. É claro que essa consideração basta para escancarar a irmandade dos dois regimes ditatoriais. A rigor, a diferença entre os dois modelos de coletivismo é que para o NAZISMO, o coletivo supremo é o Estado, enquanto que para o COMUNISMO é o Partido o coletivo supremo. É claro que nos regimes coletivistas ocorre o desaparecimento da consciência individual e o ser humano desce à pior degradação moral, pois tudo o que faz estará correto, desde que não se oponha ao coletivo. É  abertura máxima para assassinatos, estupros, encarceramentos, mutilações, proibições, censuras etc etc.
BRASIL, HOJE: vivemos hoje o triste crescimento dos coletivismos em detrimento da consciência individual. As pessoas estão perdidas e buscam se agarram a alguma razão determinada por algum “coletivo”, tais como: gays, negros, usuários de drogas, índios, feministas, ecologistas, excluídos, moradores de rua, de religiões afro  etc etc. Basicamente se você tiver algo a dizer fora das “verdades” ditadas por esses coletivos, simplesmente, será ignorado, quando não  estigmatizado. Recentemente, bastou um certo deputado afirmar, seguindo sua religião, ser contra o “casamento gay” para ser tachado de  monstro ignóbil, pior que os piores assassinos.

c.      “A supressão do rendimento dos ociosos e dos que levam uma vida fácil, a supressão da escravidão do juro”
A oposição (ao menos no discurso) ao chamado “capitalismo financeiro” está consistentemente presente nas duas ideologias. Seus ideólogos  alardeiam que os bancos são movidos por ganância, que sugam da sociedade e que em nada contribuem para o desenvolvimento nacional, devendo, pois, serem severamente controlados. Ocorre que é muito bem sabido por economistas e financistas que os bancos exercem uma irrigação de recursos no sistema econômico que permitem investimentos de longo prazo (10, 15, 20 ou 30 anos) fazendo com que a economia flua com estabilidade e crescimento.
BRASIL, HOJE:  a campanha contra os bancos é diuturnamente empreendida pelos esquerdistas, embora os banqueiros brasileiros sejam os maiores financiadores dos esquerdistas que estão no poder. Ironia do destino?

d.     “Pedimos a nacionalização de todas as empresas que atualmente pertencem a trusts (multinacionais)”.
Ora, ora. Quantas vezes ouvimos os partidos esquerdistas bradarem contra as multinacionais? Ouço isso desde criancinha. Como afirmar que um programa que afirma algo assim seja capitalista ou neoliberal?
BRASIL, HOJE:  os comunistas do Brasil aprenderam as doçuras do grande capital, desde que sigam financiando suas campanhas e suas ONGs. O inimigo mais abertamente declarado é o grande capital financeiro e o agronegócio.

e.      “Pedimos a criação e proteção de uma classe média sã, a entrega imediata das grandes lojas à administração comunal e o seu aluguel aos pequenos comerciantes a baixo preço. Deve ser dada prioridade aos pequenos comerciantes e industriais nos fornecimentos ao Estado, aos L”ander (distritos) ou municípios”.
Aqui, o NAZISMO mostra sua vocação insofismável para o socialismo. É a repetição da estratégia COMUNISTA de dividir as empresas e entregar suas partes a corporações sindicais. Foi feito na União Soviética, através dos soviets. Nesse ponto as duas ideologias não se parecem: são absolutamente a mesma e única!
BRASIL, HOJE: o movimento comunista se concentra em sabotar o direito de propriedade. É uma estratégia velada, pois não vão se expor prematuramente. Dou como exemplo as invasões de propriedades rurais e urbanas, os movimentos de desapropriação, como o Movimento Passe Livre (estatização do transporte público e tarifa zero). Há, inclusive, um projeto de emenda constitucional  determinando que os conflitos de posse imobiliária deverão primeiramente ser mediados pela “sociedade civil” antes de qualquer judicialização. Ou seja, o sujeito invade sua propriedade e pronto: está criado o conflito. Aí, você vai esperar alguma “sociedade civil” mediar o conflito (e isso pode demorar anos) para só depois requerer a desapropriação judicial.

f.      “Pedimos uma reforma agrária adaptada às nossas necessidades nacionais, a promulgação de uma lei que permite a expropriação, sem indenização, de terrenos para fins de utilidade pública – a supressão de impostos sobre os terrenos e a extinção da especulação fundiária.”
Outro ponto de insofismável unidade entre NAZISTAS E COMUNISTAS: uma reforma agrária baseada na expropriação. Foi feito em praticamente todos os regimes comunistas: União Soviética, China, Vietnã, Cuba etc etc.
BRASIL, HOJE: talvez seja esse o ponto mais visível do programa COMUNISTA. Tudo se faz para desorganizar o campo e aplicar uma reforma agrária. Invasões, destruição de propriedades, matança de animais, sabotagem do direito de reintegração de posse entre tantos outros. A ironia é que o AGRONEGÓCIO se tornou a âncora do governo esquerdista, pois possibilitou comida barata e superávit comercial.

g.     “Pedimos que o Direito Romano seja substituído por um direito público alemão, pois o primeiro é servidor de uma concepção materialista do mundo.”
A estratégia de criar um “Direito Nacional”, desvinculado da tradição do Direito Romano é um passo fundamental no caminho da revolução, seja do NAZISMO, seja do COMUNISMO. O Direito Romano é baseado na noção de AUTORIA SUBJETIVA: a pessoa humana é responsável integral por seus atos e detentora de direitos subjetivos. A cultura revolucionária criou o “direito coletivo” tensionando o “direito individual”. Assim, quando é útil, aciona-se o “direito coletivo” (estado, nação, povo, grupos de operários etc) para esmagar o indivíduo. Não foi isso que fizeram os bolcheviques? Não foi isso que fez a “Juventude Hitlerista”?
BRASIL, HOJE: há tantos “direitos coletivos” vilipendiando a individualidade que se pode dizer que há uma epidemia. É o MST invadindo e expropriando o proprietário, é o Movimento Sem Teto invadindo casas e apartamentos. É o Movimento Gay (nunca confundir com a homossexualidade) ditando como as famílias devem ser constituídas e como educar seus filhos. É o movimento indígena querendo separar 1/3 da área nacional para si (500 mil indígenas). É o movimento negro querendo sobrepor a cor da pele como fonte de direitos especiais  etc etc.

h.      “Pedimos a luta pela lei contra a mentira política consciente e sua propagação por meio da Imprensa. Para que se torne possível a criação de uma imprensa alemã, pedimos que... Os jornais que forem contra o interesse público devem ser proibidos. Pedimos que se combata pela lei um ensino literário e artístico gerador da desagregação da nossa vida nacional; e o encerramento das organizações que contrariem as medidas anteriores”.
Aqui, dois temas caros aos DITADORES, tanto NAZISTAS quanto COMUNISTAS, o controle da imprensa e da produção artística. O argumento é que o jornal publicou alguma coisa “contra o interesse público”; ai, ai, ai. Eles sempre foram caras-de-pau: quem é que vai determinar se o jornal é contra o interesse público, o governo??!!  Vamos relembrar que na UNIÃO SOVIÉTICA só havia jornal estatal, sendo o principal deles o PRAVDA. Até hoje em CUBA só há um único jornal: o GRANMA. Sempre foi assim, em todas as experiências comunistas: imprensa, só estatal! A diferença que se pode identificar entre os dois modelos é que no NAZISMO, a imprensa não precisava ser estatal, bastava seguir o governo; já no COMUNISMO, não há espaço para essa firula: toda a imprensa é estatal.
BRASIL, HOJE: quando a esquerda  era oposição, louvava dia-e-noite a liberdade de imprensa e foi por esta muito ajudado em seu projeto de poder. Quando se tornou governo, começou a defender o “controle da mídia”. Hoje, está no PROGRAMA DO PARTIDO, em espaço de destaque: “LUTAR PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA”. Democratização da mídia é eufemismo para controlá-la. Dizem que é o povo e a sociedade civil quem irá compor as “CÂMARAS DELIBERATIVAS SOBRE A MÍDIA”. Vou aqui passar uma senha, sem medo de erro: quando o partido esquerdista fala em “sociedade civil” ele está se referindo a ONGs, CONSELHOS, GRUPOS todos compostos, financiados e montados por seus companheiros.

i.       “Pedimos a liberdade no seio do Estado para todas as confissões religiosas, na medida em que não ponham em perigo a existência do Estado ou não o ofendam o sentimento moral da raça germânica.”
Como não perceber aqui a perfeita correspondência NAZISTA/COMUNISTA na questão religiosa. A Igreja sempre foi muito perseguida tanto em um quanto n’outro REGIME. Diz a premissa: “as confissões religiosas serão permitidas desde que não representem risco para o estado”. Ora, em uma tal condição, qualquer coisa serve como pretexto para intervenção nessa ou naquela religião. É o esmagamento da liberdade religiosa.
BRASIL, HOJE:  o partido esquerdista ainda não avançou o que gostaria, mas já caminhou alguma coisa rumo ao amordaçamento religioso. A pressão midiática imposta a um crente ou católico faz com que tudo o que o sujeito defenda, com base na sua fé e nas Escrituras é apresentado como carregado de ranço, de atraso, de obscurantismo. Parece que o único comportamento adequado a um homem de Fé Cristã é isolar toda a sua moral religiosa da vida prática.

j.       “Para levar tudo isso a bom termo, pedimos a criação de um poder central forte, a autoridade absoluta do gabinete político sobre a totalidade do Reich e suas organizações, a criação de câmaras profissionais e de organismos municipais encarregados da realização dos diferentes L”ander, de leis e bases promulgadas pelo Reich.”
Se havia alguma dúvida sobre a origem comum do NAZISMO e do COMUNISMO, agora ela se desfaz completamente. PODER CENTRAL FORTE, BASEADO EM CORPORAÇÕES DE OFÍCIO (SINDICATOS), portanto, longe de um Congresso Representativo, é o eixo central de distribuição do poder político dos DITADORES, tanto os COMUNISTAS, quanto os NAZISTAS.
BRASIL, HOJE: a estratégia está clara. O governo esquerdista corrompe ao máximo o Parlamento com cargos, verbas, ministérios para que a opinião pública passe a considera-lo nocivo e dispensável. Assim,  no  momento oportuno, será apresentada a proposta de sua eliminação ou subordinação ao executivo. O quê foi o chamado MENSALÃO senão uma tentativa de corrupção maciça do CONGRESSO?
Procurei resumir de modo simplificado a UNIDADE FUNCIONAL entre os modelos NAZISTA e COMUNISTA para resgate de uma realidade histórica que vem  sendo muito manipulada por ardilosos ENGENHEIROS COMPORTAMENTAIS COMUNISTAS. O objetivo dos estrategistas é colocar em pólos opostos os regimes NAZISTA e COMUNISTA, quando, na verdade, são irmãos gêmeos univitelinos; opostos , sim, à DEMOCRACIA REPRESENTATIVA E LIBERAL! Alguém disse e aqui repito: “O preço da liberdade é a eterna vigilância!”



quarta-feira, 10 de julho de 2013

A CRISE NO BRASIL: A VERDADE DO PROBLEMA OU O PROBLEMA DA VERDADE!



o que há em comum com essas três imagens?



A CRISE NO BRASIL: A VERDADE DO PROBLEMA OU O PROBLEMA DA VERDADE!
As manifestações recentes no Brasil expressam sentimentos e percepções das pessoas sobre o Brasil que não parecem ter sido devidamente compreendidos em toda sua extensão. Procuro aqui, a partir dos sinais observáveis, rastrear suas motivações mais centrais no seio da população brasileira.
            Começando pelo começo. Ali, no início, temos um grupo esquerdista radical chamado “Movimento Passe Livre”. O que queriam eles (como em geral todos os movimentos esquerdistas querem): em um primeiro momento atacar o governo Alckmin (São Paulo); visavam fomentar o descontentamento popular que viria a facilitar a conquista do governo nessa eleição de 2014 (isso está inteiramente documentado). A longo prazo, o movimento trabalha pela “socialização” do transporte público, ou seja, estatizar as empresas de ônibus e tornar o serviço gratuito.
            Contudo, as manifestações cresceram, a agenda ampliou-se e esse grupo iniciante – Movimento Passe Livre – perdeu o controle da convocação e gerenciamento de novas manifestações. De certa forma, as pessoas passaram a se autodeterminar, encontrar seu próprio tema e investir em manifestações plurais. Assim, a agenda que era exclusiva do valor das passagens passou a incluir o péssimo serviço do transporte, avançou na questão da saúde pública (de resto, um  sumidouro do dinheiro público para um atendimento precaríssimo), concentrou-se na qualidade (falta) da escola pública (hoje, nada mais que fábrica da “cidadania analfabeta”) e aferrou-se ao tema da corrupção que assola a Nação de norte a sul e desse tema não mais saiu.
            O tema da corrupção pegou os políticos em cheio. A classe toda foi questionada, embora alguns tenham catalisado a contestação maior (Dilma, Cabral, Renan e Haddad, entre outros). O fato é que nosso país se tornou o império do faz-de-conta que a realidade, como sempre faz, acabaria por restaurar a verdade. Vejamos. Não é verdade que a publicidade do governo nos passa uma imagem de um Brasil maravilhoso, com uma educação primorosa, estradas excelentes,  saúde pública “à beira da perfeição”, combate “incansável” à corrupção, entre outras belezas, como sediar a COPA de 2014 e as OLIMPÍADAS de 2016? Eta Brasil vigoroso, haja progresso! É muito difícil à pessoa mediana não ser traída por esse clima criado pela propaganda oficial e embarcar na ilusão do BRASIL PERFEIÇÃO, BRASIL POTÊNCIA!
            A REALIDADE SEMPRE SE IMPÕE. Por mais que uma pessoa queira viver em uma ilusão, a realidade não cessa de existir. Essa condição dada pelo real implica, por parte do sujeito, um enorme esforço de “fuga-esquiva” para não “bater de frente” com a realidade. Como no caso de um amigo falso e interesseiro que vai aprontando e o sujeito faz um enorme esforço para não perceber os sinais e ações que denotam a inadequação daquela amizade. Por mais que se esforce e queira manter a amizade, chegará ao momento em que toda a ilusão será diretamente confrontada com a realidade e a amizade explodirá (observe o exemplo do genial artista pop Michael Jackson e sua vida fantasiosa na Terra do Nunca). Mutatus mutandi, quando o ilusionista é o governo e o iludido é a população, não é o povo quem empreende o esforço de luta-esquiva, mas o sistema governo é quem o faz. E o faz filtrando tudo aquilo que toma corpo no ambiente de comunicação de massa (rádio, tvs, jornais e net). Para isso, usa, por um lado, o controle (por meio do assédio financeiro) dos agentes de mídia e, por outro, a produção e difusão de uma “boa notícia” oposta aos fatos. Para ilustrar o que afirmo, dou os seguintes exemplos. Entre 2005 e 2006, o governo do Presidente Lula passou por uma crise de confiança avassaladora desencadeada pelo chamado “escândalo do Mensalão”. Muito bem, o que fez o governo, logo após o “esfriamento” midiático do tema? Contratou uma “boa nova”: a autossuficiência brasileira em petróleo. Fotos do Presidente sujando as mãos com o “ouro negro” saiu em todas as televisões, jornais, revistas, blogs da internet em uma ação coordenada e maciça. Tática: as notícias ruins começaram a ser barradas enquanto que a “boa nova” sobre o petróleo foi difundida exaustivamente em todos os quadrantes e mídias nacionais. A consequência, todos sabem, foi a elevação às alturas da popularidade do Presidente Lula. É claro que foi tudo uma ação ilusionista pois somente nos três primeiros meses deste ano, o Brasil gastou quase quatro bilhões de dólares para pagar o petróleo importado. A autossuficiência jamais fora alcançada! Detalho outro exemplo desse mecanismo. Nesse mesmo 2006, o Brasil vivia, como sempre, mergulhado em denúncias de deficiências na área da saúde. O Presidente Lula, durante a inauguração de um serviço de pronto-socorro em um hospital público de Porto Alegre, declarou taxativamente “Eu acho que não está longe da gente a atingir a perfeição no tratamento de saúde neste país". Consequência: as matérias críticas foram para a geladeira enquanto que o tom ufanista de perfeição do sistema público de saúde dominou toda a agenda dos vários veículos de mídia. Falar das deficiências do SUS passou a ser quase um ato de traição à pátria. Contudo, sempre se soube que a saúde no Brasil era péssima, somente não havia um mecanismo de simbolizar isso ao grande público.
            O mesmo mecanismo foi adotado em amplas áreas do serviço público. Saúde, educação, justiça, estradas, combate aos danos da seca, saneamento básico etc etc. Ao final, criou-se um paralelismo entre dois mundos: o mundo da ilusão (onde o Brasil é róseo) e o mundo real (a dureza do dia-dia na saúde, estradas, transportes, educação etc). O sistema de fuga-esquiva foi se intensificando na mesma medida em que as precariedades foram se tornando mais sensíveis e perceptíveis, até o ponto em que a realidade, como sempre acontece, se impôs e as pessoas começaram enxergar a realidade crua e nua. Foi uma operação de desilusão e revolta dessa natureza o fator motivador mais profundo das presentes manifestações de rua.
            Podemos agora, com mais profundidade, entender a situação de revolta atual como uma crise da verdade. No Brasil, o amor pela verdade foi atirado no lixo; tudo passou a um mero jogo de versões: quem pode mais se impor aos meios de comunicação se sagra vitorioso, sendo ou não verdadeiro. É a revolta  contra o beco-sem-saída de não ter a verdade como referência do REAL a motivação de base do quadro atual.
            O desprezo pela verdade nos leva a duas considerações: uma lógica e outra de cunho moral. No campo da lógica, um sistema em que alguns mentem pode funcionar, pois a maioria que não mente vai, por assim dizer, reciclando a informação, eliminando o desvio e repondo a adequação ao real. É isso que ocorre nas democracias mais consistentes e perenes do mundo. Por outro lado, um sistema em que todo o conjunto político mente, o afastamento da verdade vai se tornando tão intenso e extenso que acaba construindo uma realidade paralela (pseudo-realidade), que será destruída pelo choque com o REAL. É o que ocorreu em regimes despóticos, como o fascismo, o comunismo soviético, o nacional socialismo de Hitler e o ocorre, hoje, em “paraísos” como a Venezuela, Bolívia e Cuba, entre tantos outros. Do ponto-de-vista moral, o amor à verdade é o elemento que faz com que a pessoa não desintegre seu “eu” em várias versões e acabe por não saber, ao final, quem realmente é, resultando em uma das várias patologias de despersonalização. Também é o amor à verdade que faz com que homens confiem uns nos outros e que o que se disse hoje não será negado amanhã. Sem um mínimo de confiança mútua, a civilização, simplesmente, seria impossível.
            Do ponto-de-vista filosófico, a verdade se tornou o patinho feio desde o início da modernidade. Descartes colocou o REAL em dúvida, os empiristas ingleses reduziram o REAL aos sentidos, Kant decretou o REAL incognoscível. Mais recentemente, Wittgenstein reduziu o REAL a jogos de linguagem. É incontável o número de filósofos modernos, de grande importância na história da filosofia, cujo escopo de suas obras foi o desaparecimento da REALIDADE, enquanto SER independente do sujeito. Toda essa decadência do pensamento levou o mundo ocidental ao relativismo; primeiro, o epistemológico, depois, o moral. As tragédias representadas pelas duas grandes guerras ocorridas no século passado e os milhões de vítimas dos regimes totalitários estão aí para demonstrar que ideias filosóficas não são brincadeiras ingênuas.
            Tudo o que é ruim no mundo, é pior no Brasil. O relativismo moral contra o qual Europa e Estados Unidos conseguiram reagir (ao menos, parcialmente), no Brasil cresceu assustadoramente. As pessoas já não sabem discernir quem é o bandido entre o assassino, a polícia e a vítima. Na imensa maioria das vezes, o bandido é a polícia, quando não, a própria vítima. Outro exemplo ainda mais avassalador do relativismo moral que dominou toda a nossa intelectualidade (argh!), mídia e escolas é a proposição imoral de tornar o crime de corrupção hediondo e não dizer uma só palavra sobre os 55.000 assassinatos que ocorrem anualmente no País. Quer dizer: o crime contra o patrimônio se tornou mais importante e visível que matar um ser humano. Já virou piada macabra, mas é importante lembrar: se você mata alguém e tem um bom advogado, jamais irá para a cadeia; mas se você mata um mico-leão dourado, pode ter certeza, vai pegar cana certa.
            O Brasil precisa recuperar o caminho para a verdade como norte moral da Nação. É claro que a responsabilidade maior cabe (como historicamente sempre coube) às nossas elites intelectuais, políticas e religiosas, por seu poder de se fazerem imitadas.  Contudo, o cidadão comum pode sair da posição imitativa, passar para a posição ativa e se tornar polo de resistência. Para isso, é preciso que cada um de nós exija dos nossos políticos a palavra verdadeira. Temos que abolir de uma vez por todas os jeitinhos. O sujeito deve falar aquilo que realmente pensa ou deseja: é o ponto fundamental. Se o sujeito é favorável ao casamento gay, ele deve deixar isso claro; se é a favor do aborto, que o diga, oras; se é a favor de que os menores tenham autorização para o assassinato, que mostre suas razões e fale; se é a favor do modelo educacional que permite aos alunos avançarem de uma série para outra sem nada saberem, que o diga; se é a favor de separar áreas maiores para os indígenas, que fale; se acha que o crime é coisa de gente pobre e não uma consequência da impunidade que fale. Não existe solução milagrosa para tantos problemas, mas qualquer que seja a solução, sempre passará pelo reencontro da Nação com a Verdade. O Brasil não pode mais ser a Terra da Mentira!


sábado, 15 de junho de 2013

AFINAL, A POLÍCIA TEM OU NÃO O DEVER DE IMPOR A ORDEM?



O MAL NÃO VEM COM CHIFRES, MAS COM CARA DE INGÊNUO E PURO!
Seja dada a seguinte situação: “as empresas do setor aéreo resolvem aumentar as passagens em sete pontos percentuais. Mas como? Os aeroportos estão lastimáveis, o serviço está péssimo e os atrasos constantes e ainda querem aumentar? Aí, algumas pessoas reclamam, outras lamentam, outras acham que o ministério público deve investigar, mas um outro grupo, um determinado grupo de ativistas políticos vêem na situação a oportunidade de faturar politicamente. Esse grupo cria uma ONG do tipo MDTA (movimento pela democratização do transporte aéreo), convoca seus companheiros do movimento estudantil  e vão para as ruas fazer um protesto “pacífico”. Três mil ativistas descem pela avenida Paulista. Ali param o trânsito. A polícia fica parada, só observando a passeata. Aí o tempo passa: ambulâncias ficam paradas com o doente esperando; o professor não consegue chegar para dar a aula; o entregador de pizza já teme que as pizzas se estraguem; o juiz, o padre, o advogado, o engenheiro, todos, ficam ali aguardando a liberação da passagem. Mas os “manifestantes” acham pouco quando não há reação: aí começam a pichar os ônibus, a balançar os carros, subir em seus tetos e capôs; os  mais atrevidinhos fazem sinais obscenos para os policiais e riem na sua cara. Nesse momento, a polícia entra em ação e decide acabar com a passeata. Aí aqueles manifestantes “ pacíficos” retiram de suas mochilas paus, porretes, pedras, coquetéis Molotov e barbarizam quem está ao alcance, depredam o comércio vizinho e destroem o que há de equipamento público pela frente. É claro que se chegaram a este ponto da ação não irão parar pelo diálogo: a polícia, então, emprega todo o seu vigor dissuasório: gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetete. Esses santos remédios retiram os manifestantes “pacíficos” do local e liberam a passagem para quem quer trabalhar. Mas não acabou ainda, você pensa que eles perderam? Qual nada. À noite nos canais de televisão e nos jornais do dia seguinte, vem a manchete: “POLÍCIA TRUCULENTA IMPEDE MANIFESTAÇÃO PACÍFICA!”. Os caras não são bobos, têm muitos companheiros nas editorias dos jornais e telejornais. Pronto, agora o serviço está feito: estão pouco se lixando para o aumento das passagens aéreas, mesmo porque quase nunca se utilizam delas, o queriam mesmo era demonizar a polícia e colocar o estado de direito de joelhos. Conseguiram: o comandante da polícia vem pedir desculpas pelos “excessos”, o governador vem garantir a punição dos policiais violentos etc etc”.
Agora, imagine você, se cada grupo de interesse quiser parar a cidade por seu motivo particular (ainda que justo)  e barbarizar quem está por perto, não deve a polícia entrar para restaurar o direito constitucional das pessoas ir e vir? Afinal não foi para isso que se inventou a polícia: garantir ao cidadão a liberdade de ir onde desejar e proteger seus bens? Pode um grupo de 3 mil estudantes constranger 5 milhões de trabalhadores em nome de seu conceito de justiça? Pense nisso: o Brasil já tem muita desordem espontânea, não precisamos da desordem planejada.

PS.: o argumento de que a polícia deveria ser mais branda e não cometer excessos não deve ser valorizado. As pessoas que lidam com segurança pública sabem bem que uma ação tímida e excessivamente delicada encoraja o baderneiro!


segunda-feira, 10 de junho de 2013

AFINAL: A PUNIÇÃO EDUCA OU DESEDUCA?



AFINAL: A PUNIÇÃO EDUCA OU DESEDUCA?
Não há nenhuma novidade na constatação de que o Brasil passa por uma crise de disciplina com consequências graves tanto para a educação das crianças e jovens quanto para a segurança pública. A realidade não pode mais ser escondida e explode em nossa cara, seja via meios de comunicação, seja diretamente, na vida pessoal.
São tantos e tão variados  os casos de barbaridades cometidas por crianças e adolescentes que é desnecessário formar uma coleção probatória. Mas como nada vem do nada, “nihil ex nihilo”, o assunto que nunca me abandona, voltou em recente visita que fiz a uma ex aluna do curso de pedagogia, já há três anos formada. Na visita, não pude falar com a, agora, professora. Fui informado por seu marido que minha ex aluna não estava em casa e também não estava no trabalho: estava em consulta com o psiquiatra. Ocorre que tantas foram as tribulações dessa educadora, em sala-de-aula  para alunos da 1ª Fase do Ensino Fundamental, que acabou por ter uma crise nervosa de alta gravidade, sendo-lhe recomendado repouso absoluto, medicação e psicoterapia.
Fosse um caso particular de estresse profissional, não teria nenhuma relevância, além da clínica. Não é, contudo, um  caso particular, mas a realidade do dia-a-dia de nossos professores de crianças e adolescentes. As escolas se avolumam de alunos mal-educados, indisciplinados, irritantes, que conversam o tempo todo (ainda tem o celular que não para) e que, não raro, adotam um comportamento agressivo e até delinquente. Em tais condições, o professor vai esgotando suas forças até desistir e “deixar  rolar”, passa, então, a ser um burocrata sem nenhuma função educadora, que enrola o que der até que chegue o horário do fim do expediente. A pessoa se anestesia e toca o barco como dá. Fica no cargo, mas, essencialmente, deixa de ser educador.
Alguns professores, entretanto, não conseguem fazer esse movimento de alheamento aos objetivos educacionais. São os que se esgotam e adoecem.
Colocado o problema, já não é o caso de nos perguntarmos: uma educação que dispensa o rigor disciplinar, na qual o professor é um “facilitador”, sem nenhum controle do comportamento do aluno é realmente um “progresso” para o nosso sistema educacional? Ou seria um tremendo atraso bafejado por ideólogos midiáticos como “educação moderna e cidadã”?
Para além da manutenção da ordem, teria a disciplina alguma função no desenvolvimento da criança e do adolescente?
De saída, porém, podemos afirmar sem meios termos que a disciplina é indispensável para a manutenção da ordem. Óbvio que as opiniões sobre a necessidade de uma “ordem” no ambiente da escola se dividem. Alguns verão na ordem uma dimensão reguladora dos comportamentos transgressivos, agressivos e negligentes e, portanto, garantidora de um ambiente de legítima liberdade,  onde a criatividade e o desempenho devem prevalecer. Para esse grupo, portanto, A PUNIÇÃO EDUCA.
Outros dirão que uma norma imposta “de fora para dentro” é artifício autoritário, pois o aluno a aceita por medo da punição, mas seu coração não se deixa convencer, formando, assim, uma divisão (splitting) no interior da personalidade, base sobre a qual erigirá uma futura personalidade neurótica que irá reproduzir o mesmo autoritarismo. Para esses críticos da ordem, a função da educação não é propriamente a de transmitir conhecimentos, mas a de desenvolver uma consciência crítica, questionadora  da sociedade em que vivemos. Daí sua ênfase em “atitudes”, “cidadania”, “direitos” etc. Para esse grupo de educadores, portanto, A PUNIÇÃO DESEDUCA. Resta saber como jovens semi-alfabetizados, incapazes para a linguagem escrita simples e incapazes para cálculos elementares podem ser CIDADÃOS CRÍTICOS e não massa de repetição de chavões políticos e revolucionários.
Pretendo, em um texto posterior, fazer  uma descrição fenomenológica do que ocorre na mente de uma criança/adolescente que é punida quando transgride, comparando-a com  uma criança que não é punida em situação semelhante.
Independente dessa investigação psicológica futura, os dados atuais, somados à observação são inequívocos: o estado de anomia em que se encontra a escola brasileira hoje alerta para as seguintes constatações:
1 – o nível geral da aprendizagem não tem mais como ser pior. Há alunos que chegam aos cursos superiores totalmente incapazes de elaborar um texto de três linhas que seja humanamente compreensível;
2- o afastamento (por motivo de saúde mental) ou mesmo o abandono da carreira docente (ensino fundamental) tem aumentado assustadoramente, fazendo com que o gasto público investido em treinamento e formação se eleve, sem que ocorra o retorno do investimento em educação;
3- os relatos revelam um processo de tortura pelo qual passam nossos professores em seu quotidiano, fazendo com que, muito cedo, se desiludam de sua profissão;
4- as escolas se tornam, a cada dia mais, um campo privilegiado do desenvolvimento da sociopatia infanto-juvenil, onde o vitorioso não é o mais sábio, o  mais culto, o melhor esportista, mas aquele que é capaz de uma agressividade extrema e mais intimidadora;
5- as escolas se tornaram campos de guerra, onde os professores estão intimidados (com medo mesmo!) e as agressões, violência e até o assassinato de um aluno por outro já está no horizonte do dia-a-dia.
6- a violência que antes era própria dos rapazes, agora, definitivamente, é campo democrático!
Não há como não concluir com as palavras certas e sem meios-termos: SEM PUNIÇÃO, NÃO HÁ SOLUÇÃO!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

WALCYR CARRASCO QUEBRA PARADIGMAS E PROTAGONIZA UM HOMOSSEXUAL PSICOPATA EM “AMOR À VIDA”.





Pois é:  ainda existe vida inteligente na terra. Walcyr Carrasco, autor da nova novela das oito (que só começa às nove horas) mostra porque é autor de sucesso. Resistindo a todo palavreado “politicamente correto”, Walcyr resolve desafiar o estabilishment  e desenvolver um personagem assaz desafiador.
Mateus Solano interpreta magistralmente Félix, um homossexual ímpar na dramaturgia e mídia brasileiras. Ocorre que o homossexual sempre é apresentado como uma sofrida vítima da sociedade. Há sempre histórias de pais brutos, abandonos e exclusão na vida dos homossexuais midiáticos. São sempre retratados como pessoas boas, humanas, honestas e divertidas, além de trabalhadoras.
Dessa forma, se construiu uma imagem dramática do homossexual que não corresponde à realidade.
Walcyr avança e põe abaixo o mito do homossexual sempre bonzinho.
Félix é mau, calculista, bajulador, assassino, dissimulado, enfim, tudo aquilo que em psicopatologia é definido como psicopata: um  sujeito sem nenhuma consciência moral e incapaz de se arrepender pelo mal que causa às pessoas que em algum momento entraram em seu caminho. Além de atos sórdidos como atirar o filho da própria irmã na caçamba de lixo ou mandar matar o próprio tio, Félix comete todo um repertório de maldades: mentiras, dissimulações, traições. Roubar o próprio pai, hostilizar o próprio filho são o quotidiano desse homem casado, mas gay e que vive à cata de “anginhos”, como são chamados os jovens que lhe interessam sexualmente.
A inteligência do autor se revela em restaurar a verdade quanto ao caráter das pessoas. É sabedoria ancestral que o caráter da pessoa não depende da cor de sua pele. Walcyr agora restabelece a verdade de que o caráter da pessoa também não pode ser vinculado ao que o sujeito faz com suas partes de baixo, mas com sua parte de cima. É a conduta da pessoa  que define seu caráter. Cor, credo, orientação sexual, condição social não podem definir se o sujeito é um bom homem ou um rematado canalha.
Mas nem tudo são flores.  Walcyr Carrasco, por sua clareza, deverá atrair o ódio de toda a militância gay, que deseja ser a orientação homossexual o sétimo céu da integridade humana (não confunda com o direito do homossexual seguir sua consciência e seu desejo legítimos). Contudo,  esses messiânicos não poderão acusá-lo de homofobia: Walcyr Carrasco é homossexual assumido.





quarta-feira, 22 de maio de 2013

MINISTRA DO PT, MARTA SUPLICY, DEFENDE A EXTINÇÃO DO DIA DAS MÃES!





Repare esse olhar (o da senhora à direita na foto). Trata-se de uma avó de quase 70 anos. Como se vê plástica e botox ajudam a manter certa aparência jovial (apesar de, no exagero, ficar com cara de boneca de louça). Pois bem, essa nossa “vovó-cocota” entendeu que comemorar o” Dia das Mães” e o “Dia dos Pais” nas escolas é ofensivo aos filhos de casais gays. A audácia é tamanha que, a princípio, fiquei pasmo, realmente sem ação. Penso que algo assim deve ocorrer a muitos leitores. Passado o ataque catapléxico, pensei cá com meus botões: “ora, ora,  então comemorar ser pai ou  mãe deve ser proibido porque é constrangedor aos “filhos” dos casais gays?. Daqui a pouco, não só a comemoração deverá ser proibida, mas o próprio ser pai ou ser mãe?”. Não é lindo! O Brasil está perdendo o contato com seus valores mais fundamentais. Pai e Mãe remetem diretamente à nossa cultura cristã. Afinal não é Deus o “Pai Eterno?!” Desidratar o sentido dessas palavras, colocá-las sob suspeita, evitá-las tem um único objetivo: desmontar toda a nossa base valorativa cristã.
Ser gay não é uma escolha. Já falei sobre isso em um post anterior. E por isso defendo o direito tanto do homossexual, quanto do heterossexual de viverem conforme seu desejo e consciência. Mas essa coisa de casamento gay, família gay é uma completa perversão. Agora esses “fascistas-amantes-do-bem” chegam ao ponto de vilipendiar o sentido da palavra MÃE. Daqui a pouco vão querer proibir as palavras HOMEM e MULHER? Não há como não ver nisso uma tara, uma perversão horrorosa e deve, por isso, ser, decididamente, confrontada e denunciada.
 Repare novamente esse olhar; repare seu braço, jovialmente fazendo aquele sinal do “V” da vitória. O olhar é de uma alegria quase infantil, como a dizer: “viu papai como sou esperta, como estou destruindo todos os seus valores?” Como se vê, o botox corrigiu-lhe as imperfeições do tempo; mas o tempo só lhe fez aumentar as imperfeições de sua alma ressentida. Como disse certa vez o poeta ANTERO DE QUENTAL:  “não sei o que me é mais constrangedor: um jovem buscando apresentar ares de gravidade ou um velho com idéias adolescentes!” .  Só mais uma questão: dona Marta não é gay, mas ativista gay. Será que ela está mesmo preocupada com a remoção de preconceitos contra os gays? Ou, na verdade, busca aprofundar o confronto da sociedade com a condição gay? (veja a matéria abaixo publicada no blog “O POVO”).

A Ministra da Cultura enquanto esteve em exercício como Senadora declarou guerra à família tradicional. Conhecida por sua postura pró-LGBT apoiou a apresentação do anteprojeto do Estatuto da Diversidade Sexual ao, então, presidente do Senado José Sarney. Entre outras matérias referentes ao tema, Marta Suplicy defende a suplantação de datas comemorativas como “Dia das Mães” e “Dia dos Pais” para não constranger crianças criadas por pares homossexuais e cotas nos concursos públicos para homossexuais.
É o que podemos ler no artigo 62 do estatuto que se tornou PEC: “Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, as escolas devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos filhos de famílias homoafetivas”.
Observemos alguns outros pontos do Estatuto:
·         Art. 5º – A livre orientação sexual e a identidade de gênero constituem direitos  fundamentais. 
§ 1º – É indevida a ingerência estatal, familiar ou social para coibir alguém  de viver a plenitude de suas relações afetivas e sexuais. 
§ 2º – Cada um tem o direito de conduzir sua vida privada, não sendo  admitidas pressões para que revele, renuncie ou modifique a orientação sexual ou a identidade de gênero.
Ou seja, se o indivíduo mantiver  relações afetivas  com crianças não poderá ser censurado. Já existe  quem  defende a pedofilia como uma orientação sexual. Nesse caso, os pais também não poderão intervir na educação dos filhos quando estes apresentarem comportamentos que não correspondem com a sua identidade de sexo.
Retirada dos temos “pai” e “mãe” de documentos 
·         Art. 32 - Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões “pai” e “mãe”, que devem ser substituídas por “filiação”.
A partir deste artigo, o conceito de família, como de fato é, instituição formada por pai, mãe e filhos é renegado. Qualquer aglomerado de pessoas poderá ser considerado como família. O artigo visa a liberação total da adoção de crianças por pares do mesmo sexo. Querem , portanto, eliminar radicalmente as referências à pai e mãe, como conhecemos.