sábado, 18 de abril de 2015

TROTSKY, CELSO DANIEL, O PETISMO E OS DIABÓLICOS!


                                                            Stalin - Lenin - Trotsky

                                                               Trotsky no leito de morte
                                                           
                                                  Ramón Mercader - o assassino de Trotsky

                O horror é, por natureza, algo que não se gosta de ver. Assusta, entristece,retrai e degrada, no momento mesmo, quem dele se toma conhecimento. Quando tomamos conhecimento do horror, simultaneamente, nos vem todo o sentido da maldade humana. De uma só tacada, ficamos horrorizados do que pode fazer o ser humano e desnorteados porque humanos também somos.
                Há muito tenho estudado as loucuras sangrentas que os totalitarismos COMUNO-FASCISTAS fizeram ao longo do séc. XX. Na União Soviética, durante o período stalinista, 20 milhões de almas foram sacrificadas na pira do movimento que queria criar um novo homem, um novo espírito. No comunismo chinês, o que menos importava era o ser humano e, por isso, 80 milhões perderam a vida para que o ditador MAO avançasse em seu projeto humanizador.
                Contudo, vendo os comunistas brasileiros, alguns bem próximos a mim, abria-se uma lacuna emocional e cognitiva que os separava de todas essas torpezas lá do outro lado do mundo. Não encaixava em meu espírito que aqui, por essas bandas, pessoas que se arriscaram contra o regime militar seriam capazes de praticar o assassinato premeditado. Talvez, por essa razão, mais emocional que racional, eu sempre lidei com a morte do Celso Daniel (ex-prefeito de Campinas-SP) como coisa de bandidos, sem nenhuma vinculação política. Quando a família do morto veio a público denunciar que Celso havia sido assassinado porque discordara das operações de uma certa “máfia do lixo”, que canalizava recursos para o PT, eu me assustei, mas ainda assim me mantive em dúvida se aquela história toda não passava mesmo de uma formidável “teoria da conspiração”.
                A solução me veio com a maior clareza em razão da leitura de uma obra que narra a trama para o assassinato de Trotsky pelo ex amigo e companheiro Stalin. “O homem que amava os cachorros” é o título em português  da magistral obra do cubano Leonardo Padura (Boitempo, 2015).
                Essa obra, humana no limite do humano, esclareceu para meu espírito, de uma vez por todas, como ocorre a transmutação de um homem comum em uma criatura fria insensível e assassina. Trata-se do jovem Ramón Gadamer. Oriundo das classes abastadas da Espanha, Ramón tinha a graça e a inteligência dos jovens da sua idade (embora meio solitário na infância) até que conflitos  familiares  o levaram a seguir sua mãe em uma vida de pobreza. Revoltado contra o “sistema”, Ramón, mais uma vez acompanha sua mãe e se inscreve para lutar na guerra civil espanhola, ao lado dos comunistas. Até ser recrutado por sua própria mãe para aquela que seria a mais importante missão de sua vida de comunista: assassinar o dissidente Trotsky! Para isso deveria partir para o exílio, não só de sua pátria, mas um exílio completo de seu nome, sua nacionalidade, seu passado. Tudo que pudesse identificá-lo deveria ser retirado de sua nova vida de agente secreto de Stalin.
                E, assim, nessa dinâmica de transmutação, a única coisa que deveria permanecer estável em sua alma era o sentimento do mais profundo amor e a mais completa devoção à causa revolucionária. É nesse processo de esvaziar-se de si mesmo, de qualquer vestígio de seu eu, e preencher-se pelo ódio e dever revolucionários que o homem comum se torna uma máquina revolucionária. Não importam as dores de milhares ou milhões, não importam a fome e o frio de milhares ou milhões,  não importa a morte de milhares ou milhões. O que importa, o que verdadeiramente tem importância é a revolução.  E é sob esse novo paradigma que sua história deve ser reescrita: cada pensamento, cada significado, cada sentimento, cada emoção teriam agora um novo sentido dado pelo objetivo revolucionário. Toda a moral se torna serva do objetivo revolucionário: moral é o que contribui com a revolução; imoral é tudo o que se opõe à revolução, ainda que seja o próprio amor de mãe, ou o amor de Deus!
                E é assim, transmutado, que o jovem Ramón Gadamer vai em frente, faz amizade com sua vítima e acaba por matá-lo com golpes de picareta. Arrependimento? Nenhum até o final de sua vida. Somente comunica um vazio que a vida lhe transmitiu: “algo que poderia ter sido e não foi”. Talvez esse vazio fosse mesmo resquícios de sua alma destruída, apeada e esvaziada de sua própria identidade a denunciar a mutilação.
                Agora compreendo como o diabólico pode agir, agora compreendo Celso Daniel, agora compreendo o PT!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

DATAFOLHA: 87% QUEREM A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

DATAFOLHA: 87% QUEREM A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL



                Ai, ai, ai. E aí, amigos, essa pesquisa foi divulgada ainda hoje. Nada menos que, praticamente 9 em cada 10 brasileiros aprovam (diria anseiam) a redução da maioridade penal para 16 anos. Mas não se vê essa preferência ser expressa nos meios de comunicação e nos meios intelectuais (intelectuais de merda, pois só conhecem a cartilha do esquerdismo – não sabem nada da realidade das pessoas). Sobre essa minoria ativista contrária ao povo,  eu pergunto:
Quem são esses autoritários que querem nos privar de nossa segurança?
Quem são esses que querem saber de nós mais do que nós mesmos?
Quem são esses que, em nome de uma ideologia, não dão a mínima para as 70 mil famílias enlutadas por ano?
Quem são esses que adoram bandidos e detestam as vítimas?
Quem são esses que adoram bandidos e detestam os policiais?
Quem são esses que choram por um assassino cruel, mas não tem uma palavra para a mãe que perdeu seu filho?
Quem são esses que pensam que dar consequência aos atos praticados pelo bandido é punição intolerável?
Quem são esses que sonham poder nos determinar o quê falar, pensar, comer, vestir, sentir?
Eu digo quem são esses:
São os COMUNO-FASCISTAS de sempre, uma raça de psicopatas, que tempos em tempos retornam do Hades para assombrar esse mundo.
Eles tentaram com a Revolução Francesa: cem mil cabeças guilhotinadas;
Eles tentaram com o NAZISMO: 8 milhões de assassinatos;
Eles tentaram com  o COMUNISMO SOVIÉTICO: 20 milhões de patrícios assassinados pela dupla LENIN/STALIN;
Eles tentaram com o COMUNISMO CHINÊS: 80 milhões de patrícios assassinados pelo tarado MAO TSÉ TUNG;
Eles estão conseguindo com a tirania de CUBA: 150 mil cubanos assassinados pelos tiranos CASTRO;
Eles estão às nossas portas, na VENEZUELA, dominada por loucos, ávidos pelo poder!
Esse tarados psicopatas só querem uma coisa: CONTROLAR A SOCIEDADE!
É hora da MAIORIA SILENCIOSA FALAR!
É hora de pôr essa MINORIA TAGARELA pra correr da vida pública!

(na foto, minha homenagem a liana friedenbach e Felipe Caffé, dois jovens na aurora da vida assassinados cruelmente  pelo menor “Champinha”)






sexta-feira, 3 de abril de 2015





"ONDE ESTÁ, Ó MORTE, A TUA VITÓRIA? ONDE ESTÁ, Ó MORTE, O TEU AGUILHÃO?” (Coríntios 15:55)

Vou falar do óbvio, mas não é verdade que o óbvio muitas vezes passa despercebido? E onde está escrito que o óbvio é menos importante que o oculto?
Vou falar um pouco de como percebo a Ressureição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Adianto que não há, em nenhuma outra religião a experiência de um Deus Ressuscitado. Em nenhuma religião há a experiência de um Deus Encarnado. Somente o Senhor Jesus morreu e, do túmulo, ressuscitou. Isso tem uma importância crucial para o cristão!
Sabemos da existência da morte, mas não temos, por óbvio, a experiência direta dela. Me parece ter sido o próprio Freud quem avisou que não temos a simbolização perfeita da morte, porque não formamos o símbolo para nossa própria morte. Tudo é finitude e tudo o que é vivo morre! Desde criancinhas, vemos o espetáculo do nascimento e morte transcorrer na nossa frente. Desde os animais até os entes queridos. Mas não temos essa experiência voltada para nós mesmos. E, por isso, não temos o símbolo de nossa própria morte. Aquilo que não pode ser simbolizado é percebido com a força arrasadora do concreto, do real. E é aí, bem cedo, que começamos a temer, como coisa concreta, portanto, aterrorizante, a nossa própria morte.
O que é a morte, melhor dizendo, o que é a minha morte? Sempre um obscuro misterioso ronda essa questão. Às vezes a questão se desdobra em “o que virá após a morte?”. Haverá uma permanência ou virá o nada! Para o existencialista materialista, virá o nada. Daí sua visão trágica, sua busca alucinante por algum sentido para a vida e seu desespero final de nada encontrar no fundo escuro de seu espírito. Essa impotência, esse nada final, sempre foram companheiros alucinantes e inseparáveis do homem.
Foi para romper, definitivamente, com o nada existencial final, que Deus nos enviou seu Filho. É através do Cristo que aprendemos a superar o espectro da morte, da finitude (e aqui reside sua riqueza). A morte é uma transposição, um renascimento (não me refiro aqui à simples condição de ter sido batizado, mas ao estado de espírito de completa entrega a Deus, que vem e vai, a cada momento, ao longo da vida da pessoa). Na ressureição do Cristo, o homem já não mais se desespera com a morte, pelo contrário: sabe que depois da morte se encontrará com Ele.

Eis aí a fundamentalidade da Ressurreição de Jesus: a garantia de que a alma é imortal! Dada a vida por Deus, nunca mais voltaremos a ser nada, pois em parte somos como Deus. Enviando Seu filho para a morte na cruz e o ressuscitando no terceiro dia, Deus nos comunica o que nos espera e nos completa de esperança e aí podemos conhecer a plenitude, ainda que imperfeita, ainda que humana, ainda nesta vida. E o sentimento da mais profunda gratidão a Deus nos invade e penetra em nossa alma e espírito nos trazendo a paz e a serenidade. E aí podemos dizer com o apóstolo Paulo: “ONDE ESTÁ, Ó MORTE, A TUA VITÓRIA? ONDE ESTÁ, Ó MORTE, O TEU AGUILHÃO?”. Uma Feliz Páscoa aos amigos e familiares, no espírito da RESSURREIÇÃO DO CRISTO!

sábado, 21 de março de 2015

AFINAL, SÓ PODEMOS EXIGIR DE NOSSOS GOVERNANTES AS QUALIDADES QUE TEMOS? OU: DE COMO ISENTAR A CORRUPÇÃO DO GOVERNANTE EM RAZÃO DA FRAQUEZA DO GOVERNADO!


Ai, ai, ai. Me chegou às mãos um texto supostamente de João Ubaldo Ribeiro (talvez, o maior escritor brasileiro surgido na segunda metade do século XX) no qual o romancista de “Viva o Povo Brasileiro” desenrola um carretel de censuras às pessoas (no texto, cada um dos brasileiros) que desejam o impeachment da presidente DILMA, por não antes corrigirem seus próprios pequenos pecados e espertezas da vida cotidiana (aumentar o valor da diária na nota fiscal pra roubar o patrão; “molhar a mão” do policial para não pagar a multa; fazer “gato” de tv a cabo; colar na prova etc). No texto, João Ubaldo faz um chamamento à responsabilidade que cada um deve ter e assumir no seu relacionamento com a sociedade. O texto não deixa dúvidas: cada um é responsável por uma parte do “desmoronamento moral da nação”.
Nisso, João Ubaldo está correto, corretíssimo. Não acredito que possa haver crescimento pessoal e desenvolvimento de uma nação sem que haja a ampliação da consciência e responsabilidade individuais.
Contudo, é preciso avaliar em que medida a responsabilidade do cidadão comum difere da responsabilidade do governante, pois é certo que iguais não são, caso contrário, qualquer pessoa poderia ser o presidente da república, mas só uma, apenas uma, é.
Inicio pela diferença mais visível e abrangente: o fator quantitativo! É evidente que uma mentira trivial de um homem comum afeta alguns poucos que o cercam, mas a mentira de um Presidente da República afeta toda uma nação. Daí, a evidente maior gravidade, do ponto-de-vista político, da mentira do presidente em relação à mentira do homem comum. Tem-se, portanto, que qualquer desvio do governante é de gravidade elevada à decima potência em relação aos desvios do homem comum. Talvez seja essa a razão de nas nações mais desenvolvidas e de maior tradição democrática, (EUA, Europa, Japão, entre outras) terem as pessoas um cuidado muito seletivo com a vida privada do candidato. Eles querem, para governá-los, pessoas melhores que eles mesmos; mais capazes, sobretudo, de resistir às tentações da transgressão. Aqui já se observa um desnível nas exigências morais do governante e das pessoas comuns. Já se vê o prenúncio da busca de uma elite, não econômica, mas moral para gerir as coisas do estado.
Um outro aspecto a diferir a responsabilidade do homem comum da responsabilidade do governante, ainda mais importante é o fator qualitativo. Sempre, na história universal, foram as elites políticas que guiaram os rumos das nações. O homem comum enquadra suas condutas no panorama moral construído por suas elites, ainda que de modo inconsciente. Há, no homem comum, uma complexa dinâmica de justificações morais internas, de si pra si, cuja régua objetiva é o imaginário construído pela elite governante. Quanto mais elástica e frouxa for essa régua imaginária, maior será a tendência à justificação e repetição das transgressões individuais. Nesse ponto já se percebe o abismo que separa a gravidade dos desvios do homem comum daqueles cometidos pelo governante.
É por razões dessa ordem que os povos sempre buscaram os melhores para exercerem esse papel político. Mesmo nas tribos indígenas, onde não há estado, mas há política, os líderes são sempre escolhidos entre os mais fortes, bravos, corajosos e mais capazes. Buscar os melhores para ocupar o poder político sempre foi a norma das civilizações.
Ocorrem, contudo, exceções. Há situações anormais em que a sociedade, de tão adoecida, passa a buscar não mais os melhores, não mais os mais capazes de enfrentar os problemas, mas aqueles que melhor camuflam a realidade, aqueles que melhor passam uma ideia de segurança passiva (“ele vai resolver nossos problemas”). No final, o que se tem é uma elite de segunda classe, mais preparada para a dissimulação e disfarce do que para o enfrentamento dos problemas reais. Nem é preciso dizer que, nessas situações, os problemas só aumentam levando ao aumento do disfarce até que a pantomima do governante não mais se sustente e o modelo todo venha abaixo e seja substituído por uma nova elite, dessa vez mais preparada que a anterior. O processo todo, não é rápido e pode levar duas, três, quatro gerações até que a patologia social que lhe deu origem seja debelada.
É essa mesma a situação pela qual passa o Brasil na presente quadra. Temos uma patologia social, o esquerdismo, profundamente introduzido no funcionamento mental das pessoas; e temos uma elite esquerdista despreparada para o enfrentamento dos problemas reais, moral e tecnicamente, mas adestrada no embuste, engodo e dissimulação. Agora, estamos diante de uma crise moral e econômica e a pantomima do governante já não mais se sustenta. Uma nova elite, mais decente e mais competente deverá assumir o protagonismo político, caso a patologia social do esquerdismo já tenha sido debelada, ou no caso contrário, vamos continuar com governantes despreparados para o enfrentamento dos problemas reais, concretos. Quando o povo elege o Tiririca o deputado federal mais bem votado do país está já revelando sua incapacidade de buscar os melhores, aí passa a buscar o que melhor se identifique com suas fraquezas e limitações.
Concluo dizendo que não é verdade que “todo povo tem o governo que merece”, mas que todo povo busca governantes melhores que o próprio povo e que o povo que busca governantes de seu mesmo calibre moral já é um povo doente! As causas da patologia social que acometeu o Brasil é tema para um próximo post.
Foto de Moreira Fernandes.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A JUVENTUDE E O MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO



Fotos: juventude comunista ontem e hoje. Na terceira foto, a juventude hitlerista. A mesma disposição para criar um "novo mundo"


A JUVENTUDE E O MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO
                É de conhecimento elementar o quanto a ideologia revolucionária, representada principalmente pelo comunismo, foi trágica para a humanidade. Nenhum país matou mais opositores internos que China, União Soviética, Camboja entre outros potentados comunistas. Realmente, algo que as tiranias comunistas não admitem é alguém pensar diferentemente dentro do país. Ressalte-se aqui o quanto comunismo e nazismo são similares: controle da sociedade pelo estado, controle da economia, controle da imprensa. Onde quer que tenha imperado o credo revolucionário houve, como consequência, a miséria e a tirania em níveis sesquipedais.
                Contudo, apesar de promotor de tanta desgraça reunida, o movimento revolucionário continua a atrair militantes e simpatizantes, sobretudo entre os jovens. Estes são, via de regra, a massa humana mais utilizada em todo e qualquer movimento revolucionário. Basta uma olhada nas estatísticas do nazismo, comunismo soviético, chinês, no Camboja e aqui mesmo na Améria Latina,  em Cuba, Venezuela e Brasil para perceber o contingente de jovens recrutados (diria, aliciados). Uma pergunta salta os olhos, por quê? Por que os jovens continuam a ser atraídos por uma ideologia que foi e é fonte de morte, dor, miséria e sofrimento?
A criança é completamente dependente, mas gosta e busca por essa dependência
                Para responder a essa intrigante questão, devemos recuar aos primórdios do desenvolvimento ontogenético (ao longo da vida do indivíduo humano). Desde já, contudo, é necessário adiantar que não são todos os jovens que são atraídos pelo movimento revolucionário. A bem da verdade, somente uma pequena minoria cai nas malhas desse fenomenal engodo. Mas se trata de uma minoria ativista, barulhenta e que, por vezes, parece ser imensamente maior que a maioria silenciosa.
                O bebê humano é, talvez, o mais completamente dependente mamífero no início de sua vida. Realmente, é a mãe que define as circunstâncias, o momento e os cuidados a serem aplicados à criança pequena. Higiene, alimentação, aquecimento, cuidados gerais com a saúde, hora de dormir e uma infinidade de ações que a criança precisa que a mãe faça para ela, do contrário ou perece ou terá graves consequências para sua saúde.
                A criança, na medida em que vai crescendo, crescendo também irá sua autonomia pessoal. Quando começa a andar, a falar, a criança vai ampliar seu campo pessoal de ação e vai tentar, por todos os meios, desbravar os mistérios circundantes à sua curiosidade.
                Nesse processo evolutivo, por vezes, a criança se verá em situações de insegurança e incapacidade e buscará retornar aos braços da mãe para recuperar a segurança momentaneamente perdida. E aí, nesse processo de fluxo e refluxo, a criança vai alegremente seguindo seu caminho. A existência da mãe, que o protege e limita sua autonomia, não é percebida como hostil, mas como fonte protetiva à qual se apega com grande afetividade. A dependência nesse momento é percebida como correta e desejável.



O jovem continua  dependente, mas detesta essa condição e anseia por autonomia
                Contudo, ali pela pré-adolescência (10, 11 ou 12 anos) , a dependência começa a ser sentida como um valor negativo, um fardo,  e o jovem vai tentar, ao máximo, afastar-se da autoridade dos pais, sobretudo quando está na companhia de outros jovens. Há situações extremas em que o jovem, sequer aceita ser visto ao lado da mãe; beijar a mãe em público se torna um verdadeiro suplício.
                Nesse momento,  ocorre uma contradição, que leva a um conflito: o jovem deseja uma autonomia para a qual não está equipado e capacitado. Invariavelmente, quando a fivela aperta, é para os pais que  corre e neles busca  amparo e socorro.
                Mais e mais o jovem percebe sua fragilidade e incapacidade e mais e mais aumenta sua ânsia por tornar-se autônomo. Contudo, autonomia não é algo que se conquista da noite para o dia. Demanda tempo, muito esforço, trabalho e humilhação. E é aqui que a rebeldia juvenil se assenta: o sujeito se sente prejudicado e injustiçado pelo mundo, assim como o mundo é. Essa impotência é a semente do espírito revolucionário!
O sentimento de impotência e o deslocamento para a busca por um mundo perfeito, onde o jovem  será, enfim, poderoso
                Na maioria dos jovens (mais resistentes às frustrações) essa semente não germina, mas em uma minoria, frágil e carente da afirmação imediata de um poder que sente não ter, a coisa não passa, a planta germina (normalmente recebendo o adubo da intelectualidade ou de outros ativistas) e cresce forte, dominando a personalidade e predispondo o sujeito a querer destruir o mundo como é para construir um outro mundo, perfeito, onde terá o poder completo que sempre almejou, mas perdeu a esperança de alcançá-lo, por esforço próprio, no mundo de seus pais.
                Uma mente rebelde é predisposta a acatar toda doutrina mudancista, desde as mais elaboradas até as mais vigaristas. O importante é ver o quanto o mundo é errado, o quanto as tradições são tolas, o quanto a autoridade é tendente aos privilégios; enfim, todo o esforço deve ser feito para destruir o mundo como é para, em seguida, criar um mundo novo justo, bom, onde o homem seja um outro também melhor e mais bondoso. Não é difícil perceber nessa mentalidade um delírio megalômano, como se o sujeito fosse um novo deus!
                Com a chegada da maturidade, o ímpeto revolucionário se torna mais burilado e afiado, mas jamais deixa de ser o componente mais fundamental dessa personalidade. A pessoa, quanto mais percebe a fragilidade de suas idéias e propostas, mais ataca a realidade. Aceitar a realidade como ela é representaria um risco enorme para sua segurança emocional, seria lançar-se no precipício da dúvida e é aqui que uma curva errada no desenvolvimento da criança desemboca num adulto revolucionário neurótico. Mas isso é assunto para um próximo artigo.





segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

MARTA SUPLICY ESPINAFRA O PT, DILMA E LULA




MARTA SUPLICY ESPINAFRA O PT, DILMA E LULA (SOBROU ATÉ PARA O MERCADANTE, AQUELE HOMEM BONZINHO!)
                Há um ditado que diz: “quando o navio está afundando, os ratos são os primeiros a abandonar o barco”. Uma referência aos oportunistas, covardes e levianos. Não. Eu não estou dizendo que dona Marta seja covarde. De forma alguma. Dona Marta é uma esquerdista chique, que já cometeu muitos desatinos, como o kit gay, proibição do dia das mães etc, mas sempre foi uma mulher corajosa. Mas o ditado é útil para acentuar que esse navio enorme, esse transatlântico chamado PT está todo enferrujado, os motores já não funcionam e o leme se quebrou. Enfim, a barcaça está indo a pique! E por que? Queda na credibilidade. De fato, foram tantas mentiras que o PT usou para sustentar o BRASIL havia se tornado a nação do progresso e da honestidade, que, agora, realmente ninguém acredita no que seus integrantes dizem. Só para dar um exemplo: o ex-ministro Guido Mantega afirmou no início de 2014 que o Brasil cresceria 4,5% no ano que passado. O tempo foi passando, a verdade foi se impondo e ele foi diminuindo, gradativamente, o número da mentira, chegando a afirmar 2% , por volta de setembro. Resultado: o Brasil teve um crescimento do PIB por volta de 0%, com encolhimento de 5,4% da indústria. Ou seja, enquanto a verdade não se impõe absolutamente, os petistas vão convivendo alegremente com a mentira. Isso é um fato e o caso da PETROBRÁS, que perdeu 75% de seu valor em 4 anos está aí para demonstrá-lo.
                Mas não deixa de ser engraçada a dona Marta, toda chorosa, abandonando o barco do PT. Lembra a canção sofrida do cantor PABLO. E, para aquecer o coração dos meus amigos petistas desiludidos, coloco o link da canção: http://www.cifraclub.com.br/pablo/o-homem-nao-chora/
               

                

domingo, 9 de novembro de 2014

AFINAL, A DOENÇA DO COMUNISMO ACABOU?



AFINAL, A DOENÇA DO COMUNISMO ACABOU,


COM A DERRUBADA DO MURO DE BERLIM, HÁ 25 ANOS,  OU SOMENTE FICOU ENCUBADA PARA RESSURGIR AINDA MAIS FORTE NESSA POBRE AMÉRICA LATINA?

É amigos, 25 anos se passaram desde que aquelas pessoas investissem contra toda a estrutura do comunismo e cada um, pessoalmente, colocando-se na linha de fogo, avançou  contra aquele muro que cercara, por muitos anos,  os alemães orientais, fazendo destes ora prisioneiros, ora escravos da mais perversa e maligna experiência política havida em toda a história da humanidade: o COMUNISMO!
O comunismo em sua longa noite de terrores matou mais compatriotas (tiranos adoram assassinar compatriotas, que pensam diferente) do que a soma de todos os mortos  nas duas guerras mundiais, multiplicada por três.  Ao final dessa longa noite tenebrosa, deixou uma UNIÃO SOVIÉTICA aos escombros, completamente quebrada, atrasada, destruída , faminta e um povo completamente desiludido (50% da população tornou-se alcoólatra).  Nem vou falar aqui da experiência chinesa ou cambojana ou cubana. Seria muito tormento reunir tanta desgraça em um só texto.
O que os comunistas aprenderam com a derrota da UNIÃO SOVIÉTICA? Nada!
Eles estão aqui entre nós articulando cada passo do movimento revolucionário até a tomada completa do poder. Mas como, aqui? No Brasil? Aqui ninguém se diz comunista, oras? – há de perguntar um observador desatento. Para sustentar essa afirmação, é preciso, primeiramente, lançar luzes sobre as estratégias  camaleônicas do movimento revolucionário.
A meta  do movimento revolucionário não é a construção de uma civilização de paz e harmonia, como eles gostam de dizer. Isto são apenas slogans propagandísticos. O objetivo central do movimento revolucionário é a destruição da sociedade liberal-cristã-ocidental. Sua estratégia, pois, é a estratégia do negativo: o mundo liberal não presta e cada uma de suas partes constitutivas devem ser denunciadas como nocivas. Aí vem as campanhas contra os empresários  (são egoístas e gananciosos);  contra a Igreja (fomentadora da alienação; o ópio do povo);  contra o estado de direito (são normas burguesas que só favorecem aos donos do capital); contra a moral (os valores morais são mantenedores da orientação burguesa); ridicularizam o desejo de vencer pelo trabalho, como sendo alienante etc etc.
Mas o que virá quando o socialismo se instalar? A experiência histórica nos diz que o que vem com o socialismo é a miséria e a tirania. Mas como uma coisa tão ruim e perversa pode se manter no poder e no desejo das pessoas? Por um complexo manejo de promessas. Quanto mais a sociedade comunista se afasta da vida propagandeada, mais há o reforço de uma promessa de um futuro de ouro. Essas  promessas  vão sendo renovadas até o infinito, até o último dia de todos os tempos. Tanto que é verdade que, após 60 anos de duração da tragédia soviética, os comunistas afirmam que aquele não era ainda o comunismo. O comunismo ainda virá. O capitalismo é criticado por suas mazelas concretas, de hoje. O comunismo só pode ser comparado com um ideal hipotético e futuro. Está claro que é um raciocínio trapaceiro, mas muitas pessoas, especialmente jovens,  em sua ingenuidade, são levadas a acreditar nesse eden  do devir.
A QUESTÃO DA NOMENCLATURA. Os comunistas, especialmente entre nós, no Brasil, não gostam de se dizerem comunistas, mas socialistas, ou esquerdistas, ou humanistas, ou ecologistas etc. Contudo, todos eles têm apenas pequenas diferenças de matizes. Essencialmente são todos peças do movimento revolucionário, cujo objetivo é  negativo: destruir a civilização ocidental como a conhecemos.
E agora, podemos afirmar sem meias palavras: o movimento comunista  é a força política mais organizada, forte e articulada de toda a América Latina, especialmente no Brasil. Eles já tem o governo federal, há 12  anos, vários estados e várias prefeituras. Dominam 70%, 80% das redações de jornais (o que jornalista mais teme é ser chamado de conservador ou de direita). Dominam praticamente todo o mundo universitário (procure entre os professores aqueles que se declaram direitistas ou conservadores e verá a realidade estampada na sua frente). Já tem controle sobre  o STF (e ainda a presidente não nomeou os quatro novos membros para aquela Corte). Dominam todos os chamados “movimentos sociais”. Ainda lhes falta completar o controle sobre o Congresso e a Televisão, que são os últimos baluartes na defesa da democracia no Brasil.
Mas por que o comunismo tem que dar em miséria e tirania? Ele não pode ser aperfeiçoado e, baseado no sentimento de solidariedade e desejo de igualdade, tornar uma sociedade mais perfeita? A resposta para isso é não, pois vai contra a natureza humana. Vou exemplificar com um experimento  conhecido elaborado por um professor de psicologia da Universidade Texas Tech, o qual transcrevo abaixo:
Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'.
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.”
 
Dois ensinamentos vieram com esse experimento: 1- é da natureza do ser humano buscar conhecer suas potencialidades e suas limitações. 2 – é da natureza do ser humano buscar proteger o fruto do seu trabalho e esforço individuais, desanimando do trabalho quando isso não é possível.